terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Tipos Metabólicos

Por James Lewis

Sei que alguns de vocês ainda são altamente céticos em relação à premissa inicial de que pessoas de diferentes fenótipos raciais/étnicos são biologicamente variados o suficiente para justificar dietas marcadamente diferentes. Primeiro, considere isso - a seleção natural, como uma pessoa instruída sabe, é um fenômeno na natureza em que o fenótipo médio de uma determinada espécie se move a uma fração do caminho rumo ao fenótipo ótimo local, enquanto que o fluxo genético faz com que a média dos fenótipos seja média. Assim, os fenótipos étnicos desenvolvem-se primeiro de acordo com o ambiente, e depois são gradualmente modificados pelo fluxo de genes ao longo do tempo.


Pode-se pensar, na primeira reflexão, que isso significaria apenas que a dieta étnica de uma pessoa dependeria unicamente da área de onde seus antepassados ​​viriam e da flora e fauna disponíveis nela, mas pense por um segundo sobre o que a área em que essas pessoas viviam também exerceria um profundo efeito sobre a composição biológica dessas etnias.


Assim, não só eles desenvolveriam um aumento pronunciado na abolição metabólica para digerir carnes magras caso vivessem em uma área montanhosa rochosa, como o Cáucaso, onde as cabras podem ser uma fonte prevalente de calorias, mas as pessoas que caçam aquelas cabras teriam desenvolvido maior capacidade pulmonar e capacidade de metabolizar o oxigênio, devido à altitude. Suas características físicas mudariam ao longo do tempo, tanto ontogeneticamente como geneticamente, para facilitar o sucesso nessas regiões.

NOTA: AQUI tem um texto ótimo falando sobre os efeitos da glaciação no ser humano, vale a lida.


Pessoas que tem descendência de pessoas que viveram nessas regiões ...


terão necessidades dietéticas e capacidades físicas DIFERENTES de pessoas que tem descendência de povos que vivam nessas regiões. 

É assim que, através de uma tradição de dieta e exercício muito específicos, certas etnias desenvolveram uma predisposição genética para certos tipos de exercício - os kalenjins do Quênia tornaram-se os corredores mais dominantes do mundo devido a uma tradição longa e estendida de correr grandes distâncias em altas altitudes, os nórdicos (descritos ao longo de vários textos antigos sobre as tribos germânicas como "imensos" e "fortes") desenvolveram tamanho e força mundialmente famosos, permitindo-lhes dominar as competições de força modernas e antigas.


"Viking POWER!!"

Como você deve estar imaginando, essas dietas e estilos de vida tradicionais se reforçam continuamente, criando um fenótipo biológico distinto para essa determinada etnia. Não é apenas a colocação de seus órgãos ou os níveis de eficiência exibidos neles que iriam se alterar, ou simplesmente a sua estrutura esquelética. A composição de suas fibras musculares, além de uma predisposição genética para um peso corporal muscular ideal, também se modificaria, o que criaria então nesse fenótipo uma necessidade nutricional biológica distinta.

O corpo humano é composto de dois tipos principais de fibras musculares - tipo 1 e tipo 2. As fibras musculares Tipo 1 são chamadas de fibras de contração lenta, que são lentas para se contrair, têm uma abundância de mitocôndrias e são cercadas por capilares para trazer nutrientes e transportar resíduos - estas são as fibras que facilitam o sucesso em esportes de resistência. O tipo 2, obviamente, seria o tipo associado à força, contraindo-se e relaxando mais rapidamente, com maior atividade glicolítica (o que significa maior uso de glicogênio muscular), maiores reservas de fosfocreatina e menor quantidade de capilares. Todas as fibras musculares podem responder ao treinamento atlético, melhorando sua capacidade de realizar as tarefas, de acordo com a forma como são treinados.


Treinamento aeróbico, como os Kalenjins, aumentam as mitocôndrias e capilares em fibras musculares de tipo 2, enquanto o treinamento anaeróbico aumenta o sistema de fosfocreatina das fibras de tipo 1. Assim, embora a maioria das pessoas tenha uma composição muscular de cerca de 50/50 de fibras tipo 1 e 2, o treinamento aeróbio ou anaeróbico pode fazer as fibras inadequadas para um determinado tipo de treinamento mais semelhante àqueles que são. Isto é o que faz com que esses índios Xavantes zicas sejam bons em corridas de longas distâncias carregando toras de 90kg. Ocidentais, (N.T: Sim, não somos vistos como ocidentais pelos pessoal do norte) no entanto, chupariam merda nesse esporte.




Assim, as exigências que nossos físicos colocam sobre os respectivos metabolismos de um fenótipo se alteram ainda mais. É essa combinação - disponibilidade dietética, atividades recreativas tradicionais, atividades de trabalho tradicionais e ambiente básico - que cria a base na qual os tipos metabólicos surgem. E hoje já não nos atemos aos nossos locais tradicionais de criação, devido ao deslocamento e à migração da miserável vida moderna, que nos deixou completamente confusos sobre quando e como comer. Bem, isso e os ridículos subsídios dos cretinos peddlers de merda que não deveríamos comer, como o milho, os produtores de Twinkies, e todos os outros filhos da puta perversos que fazem parte de corporações multinacionais em todo o mundo.


VENENO! Não duvide. 


De acordo com um estudo publicado na revista “Comparative Biochemistry and Physiology” de 2003, restos de esqueleto mostram que os humanos paleolíticos desenvolveram muscularidade semelhante aos atletas de elite da atualidade. Isso é muito legal, por um lado, porque todo mundo ao redor era fodão, mas por outro lado, é uma merda que a humanidade tenha chegado ao ponto em que o americano (brasileiro também) médio parece uma morsa raspada e é fraco como um gato recém-nascido. A menos que você seja eu, é claro. Em todo o caso, o fato de que estes filhos da puta badasses de outrora provavelmente se pareciam muito com Maxick é devido a uma combinação de dieta e exercício que raramente é emulada no mundo moderno.





Bem, filhos da puta, estou começando com a Nutrição Paleolítica. Na volta do século, um professor com bolas de ferro que aparentemente cresceu frustrado o bastante com a facilidade da vida moderna diária decidiu rolar até a nevada Eskimoland sem equipamentos e viver entre os Esquimós para estudar sua cultura. Enquanto ele vivia entre aqueles loucos snow-blasted-freak, Vilhjalmar Stefansson não comeu nada além de carne, e mesmo assim se viu extremamente saudável. Ele rolou de volta para Nova York com os causos sobre a sua dieta, que todos chamavam de insana, e então ele decidiu estudar por um ano esse assunto para ver se isso arruinou a sua saúde ou não. Não arruinou.


Mais durão que todos nós juntos. 

Em 1929, os médicos concluíram que uma dieta com nada mais que carne e rica em gordura era foda, assim como Stefansson havia concluído.

R. Buckminster Fuller concordou com essa opinião (ele é o cara que inventou a cúpula geodésica) e expandiu-a, incluindo algumas frutas e legumes, apenas algumas.

Mais tarde, um dentista de Ohio chamado Weston Price notou que nos seus pacientes "os dentes estavam se tornando um balde de merda cada vez pior de cavidades e cárie dentária”. Ele começou a viajar por todo o mundo e estudou os dentes e as dietas das culturas indígenas, descobrindo que nenhum dos problemas que ele estava vendo em Ohio eram existentes em culturas que não comiam grãos refinados ou outros alimentos processados. Surpresa! Ele escreveu um livro intitulado "Nutrição e Degeneração Física" detalhando suas descobertas e conclusões, embora suas ideias e a base que as promove é essencialmente considerada um maço de charlatanismo pela ADA. Mas as suas recomendações dietéticas iriam colocar a ADA fora do negócio.

A ADA é aparentemente tão útil como um pacote de meretrizes sifilíticas.

De qualquer forma, essas recomendações de dieta seguiram adormecidas durante anos, até que os principais periódicos médicos os pegaram nos anos 80 e publicaram artigos sobre "dietas ancestrais", que então estimularam o desenvolvimento da "medicina evolutiva".

Assim, em suma, os defensores da medicina evolucionária afirmam que a humanidade desenvolveu adaptações primárias às suas dietas ricas em carnes durante o período paleolítico, como caçadores-coletores que corriam por ai com pele-de-animais, matando e comendo coisas. Adaptações secundárias ocorreram mais tarde, e foram localizadas com base nos alimentos disponíveis. Desde a Revolução Neolítica, as pessoas na Ásia Sub-ártica e Central evoluíram para comer dietas muito ricas em gordura e proteína, contendo pouca ou nenhuma matéria vegetal. Outros, como os índios da América Central e vários povos da Ásia Central, se adaptaram a dietas mais ricas de carboidratos, proteínas e gorduras. Fora desses grupos, existem grandes variações nas adaptações, mas elas ainda existem dentro das etnias (a dieta ancestral russa versus aquela do Mediterrâneo). Independentemente de onde estavam, as pessoas paleolíticas comiam, em média, metade da gordura que comemos atualmente, mas 3x a proteína.

As gorduras que comiam eram em grande parte poli-insaturadas, mas seu colesterol era muito maior do que o nosso (o que se prestava a níveis de testosterona mais altos, tenho certeza). Além disso, eles comiam muito pouco na forma de carboidratos refinados, um quarto do sódio da dieta moderna (e muito mais potássio), duas vezes mais cálcio, toneladas de micronutrientes e 130-150 g de fibra por dia. Isso é uma porrada de fibras, caso que você esteja curioso. (Eaton, S. Boyd, Shostak, Marjorie, and Melvin Konner. The Paleolithic Prescription: A Program of Diet and Exercise and a Design for Living. New York: Harper and Row, 1988.) Como resultado, os casos de doença metabólica entre pessoas paleolíticas eram raros, e os achados deles são muitas vezes mergulhados em controvérsia.


Nível de testosterona era muito maior nessas circunstâncias. 

Como era a sua dieta? Carnes e legumes, principalmente. O seu perfil de macronutrientes essencialmente quebra para 42% de proteína, 26% de gordura e 32% de carboidratos, comendo cerca de 3000kcals por dia. Os caçadores-coletores modernos têm dietas variadas devido a limitações geográficas e à disponibilidade geral de vários tipos de alimentos, mas geralmente se reduz a 30-40% de proteína, não importa onde eles vivam, exceto por um par de veganos na África, que conseguem manter uma existência em um lugar que mal tem sujeira, e muito menos qualquer alimento digno de abarrotar seu buraco de sucção. (Eaton, SB and Eaton SB III 2003. An Evolutionary Perspective on Human Physical Activity: Implications for Health. Comp Biochem Physiol A 136, 153-159.) O resultado, no entanto, é que eles são fortes, badasses e são rasgados em pedaços, e podem superar os atletas ocidentais em seus eventos atléticos indígenas.


Dez Mandamentos da pelo dieta, descrito por Ray Audette:

Coma


  • Carnes e peixes
  • Frutas
  • Legumes
  • nozes e sementes
  • Bagas


Não coma


  • Grãos
  • feijões
  • batatas
  • laticínios
  • açúcar


É simples!

8 comentários:

  1. Muito bom seu blog Héracles,
    Em um mundo onde o vitimismo e o afrouxamento do homem se tornam a cada dia mais evidente, blogs como seu são vitais.

    Uma dúvida:
    Sempre vejo você comentando sobre retirar feijões, arroz, batata etc da dieta. O que você sugeriria colocar no lugar desses alimentos para continuar consumindo a quantidade diária adequada de carboidratos, considerando por exemplo uma dieta com 4 a 6g de carboidratos por kg do peso? Você estaria sugerindo a adoção de uma dieta cetogênica, mais focada em gorduras e proteínas?

    Obrigado,

    DML

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  2. Para ficar mais claro a minha dúvida:
    Atingir o nível adequado de proteínas e gordura através de frango, carne vermelha, nozes, castanhas, leite integral, ovos inteiros, etc. é relativamente simples. Retirando arroz integral, batata doce entre outros da dieta, atingir o nível adequado de consumo de carboidrato fica relativamente complicado não?
    Você poderia me dar um exemplo de como seria uma dieta com boas quantidade de carboidratos seguindo os "Dez Mandamentos"?

    Obrigado,
    DML

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    1. Olá DML. Obrigado pelas considerações.

      Ray Audette é simpatizante de uma dieta paleo "hardcore", que gira em torno de coisas que vc poderia comer na natureza crua, sem auxílio de tecnologias, armado apenas com uma lança. Por isso a simplicidade. A grande maioria das dietas "paleo" são low carb e até cetogênicas. Ou seja, se vc embarcar nessa, não vai SUPRIR a falta de carbs, vai SUBSTITUI-LOS por mais gorduras e por mais proteínas. Muitos apontam para os malefícios dos carbs processados, de como isso é antinatural e como não precisamos deles para viver, coisa que eu concordo. Audette diz basicamente isso. Não há tal coisa como substituir os carbs. Vc vai eliminá-los.

      Caso vc treine pesado, ciclar os carbs seja uma estratégia interessante para não perder muito peso e se manter com uma perfornmance de alto nível.

      Mas se vc quer ganhar peso, eu não acho uma boa ideia embarcar numa paleodiet ainda.

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  3. E leite integral absolutamente não é paleo e tem muito mais carbos do que proteinas ou gorduras, só pra constar. Considere eliminar isso da sua dieta.

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  4. Obrigado pelas respostas Héracles. Acredito que seja a primeira vez, em se tratando de hipertrofia e ganho de peso com bulking limpo que eu li sobre retirar alimentod consagrados na musculação como batata doce e arroz.integral.
    Sobre o leite integral, consumo 1L por dia sem nenhum problema estomacal. Por que você acredita que devemod retirá-lo da dieta? Em relação aos carbos, como faço jejum intermitente e tenho relativa dificuldade de ganhar peso, talvez valha a pena reduzi-los quando atingir meu objetivo em termos de peso corporal
    Mais uma vez obrigado e parabéns

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    1. O leite, assim como qualquer outro produto "industrializado", perde quase todas suas enzimas que o deixariam mais biodiponível, se tornando outra coisa completamente diferente. O procedimento de UHT mata não somente as bactérias, mas esteriliza a um ponto que a grande maioria do que é ingerido não passa de química. Fora que as proteínas e gorduras são muito menores, e a lactose maior.

      O leite cru é uma opção viável. Sua descendência também influência na sua capacidade de assimilar bem o leite.

      Além do mais, só o fato do ser humano parar de produzir as enzimas que digerem o leite na idade adulta, já era motivo suficiente para parar de tomar essa coisa. É obviamente, um aviso natural.

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  5. Ótima abordagem.

    Certamente essa alimentação paleo é ótima pra maioria que treina. É só ajustar os carbos conforme precisa, e manter gorduras e proteínas sempre altas.
    Daí vem a merda da midia e diz que colesterol "faz mal", o que não passa de um cartel com industrias farmacêuticas, pra venda de estatinas.....E a população ignorante vai toda atrás e abomina gorduras animais, e cai nessas merdas de alimentos processados, gordura hidrogenada, monoinstauradas e todo tipo de escória. Tem uma arteriosclerose e não sabe porque. Devido ao desequilíbrio dos acidos graxos os problemas cardiacos vem...
    Aqui só falta pegar o tablete de banha de porco de 1kg sentar na cadeira e comer com a colher kkkkkkk. Porque o que ingerimos de gordura saturada ta fora do padrão. Apenas suplementando com òleo de peixe (6-10g ao dia) pra equilibrar tudo, o perfil lipidico ta sempre bom. O principal problema de quem tem alterações no colesterol e no LDL é ou um desequilíbrio nos acidos graxos, ou disfunções na tireóide, a gordura animal em si não é o problema.

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    1. Por essa demonização do colesterol, não é difícil entender pq a testosterona do homem atual é tão baixa, afinal ela é a matéria prima para os hormônios andrógenos.

      Eu acredito que não como tudo de gorduras que deveria, mas estou ajustando isso. Ando suplementando com óleo de coco e notei bons resultados. Fora o omega 3 que já era de costume.

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