terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A DEGRADAÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA



Babilônia era um cálice de ouro nas mãos do Senhor; ela embriagou a terra toda. As nações beberam o seu vinho; por isso agora, enlouqueceram. (...) Secarei o seu mar e esgotarei as suas fontes. A Babilônia se tornará um amontoado de ruínas, uma habitação de chacais, objeto de pavor e de zombaria, um lugar onde ninguém vive. O seu povo todo ruge como leõezinhos, rosnam como filhotes de leão. Mas, enquanto estiverem excitados, prepararei um banquete para eles e os deixarei bêbados, para que fiquem bem alegres e, então, durmam e jamais acordem. Eu os levarei como cordeiros para o matadouro, como carneiros e bodes.  (Jeremias 51. 7/36-40)


Chamar "melhoramento" à domesticação de um animal é algo que nos soa quase como uma brincadeira. Quem saiba o que se passa nos lugares onde se domestica animais selvagens, duvidará muito de que estes sejam "melhorados".  (Friedrich Nietzsche).


O “progresso indefinido” é uma ideia de origem iluminista, que nasceu no Oriente Próximo junto com a civilização e procurou legitimidade teórico-racional durante o iluminismo francês do século XVIII. O mesmo é baseado na noção que o ser humano procede de um passado doente, sujo, ignorante e primitivo, e que pouco a pouco dirige à um futuro saudável, limpo, culto e “avançado”. A arqueologia sugere algo contrário: que a civilização provocou a caída do ser humano do estado de graça, tornando ele doente. A ideia das tradições religiosas era similar: existiu uma “era de ouro” endênica (Satya Yuga para os hindus) em que o ser humano era mais perfeito, e pelo qual contraiu um trauma que causou a degeneração humana e a aparição da miséria e a enfermidade, culminando na "era de ferro" (Kali Yuga para os hindus). Apesar disto, a espiral industrial em que estamos afundando segue propagando que o crescimento econômico infinito é viável, que a torre de Babel pode ascender indefinidamente, que as coisas vão melhorar e, em suma, que o ser humano “melhorou”.

Ao longo de sua história evolutiva, o homem ascendeu na pirâmide alimentar desde dos arcaicos macacos frugívoros, convertendo-se em um predador cada vez mais eficaz e coroando-se acima dos demais quando, após a revolução canívora, deixou de ser vítima doutros predadores. No entanto, com o fim da Era glacial e o advento da Revolução Neolítica, o homem e o planeta caíram sob uma nova forma de depredação: a tecnologia e o parasitismo da Terra; dois novos fatores que violaram uma equação holística até então harmoniosa, e que transtornaram para sempre o equilíbrio ecológico do planeta e a biodiversidade e qualidade genética da espécie.

O ser humano, ou melhor, um tipo humano desenraizado, alienado, miscigenado e confuso, acredita que a razão de seu mal-estar e de seu medo era que a ordem estava mal projetada. O frio glacial penetra até a medula, oprime o coração, desmoraliza ao timorato e não permite pensar em nada mais. Os elementos e a vegetação fustigam e arranham a pele. O solo maltrata os pés. O sustento diário somente é ganho com sacrifício atroz e derramamento de sangue. As mulheres, acaparadas pelos melhores caçadores e guerreiros, são difíceis de conseguir. Cada minuto de vida é um minuto arrancado a duras penas de morte lutando contra o meio em que vive e contra si mesmo. E além disso, em cada canto espreitam as garras de um predador de uma tribo inimiga que não hesita em devorar alegremente qualquer infeliz que cair em suas mãos.

Quanto à própria tribo, ela é um organismo contundente, desapiedado, frio e severo. Não é uma mãe em cujo brando regaço chorar em busca de consolo e caridade, mas um pai estrito que impõe obediência, que se deleita com o sacrifício e que não perdoa o erro. Como mandos militares, os sábios anciões marginalizam aos fracos da vida reprodutiva, e premiam somente aos bons caçadores e lutadores, exigem uma lealdade e uma entrega absoluta e não vacilam em deixar morrer aos elementos menos valiosos da coletividade pelo bem do clã. Goste ou não, estes são os fatores que nos fizeram subir acima do homem-macaco e que escreveram nosso genoma como um romance com letras de gelo, pedra, sangue, sêmen, carne e suor.


O frio deu muitas coisas boas para a espécie humana.

“Evolua ou morra”, dizia o mundo naquela época. Mas essa lei pode resultar muito dura para as vítimas da voraz maquinaria evolutiva: viver como carne-de-canhão da seleção natural não é vida. Portanto, é necessário questionar esse horrível estado de coisas, redesenhá-los desde do zero, reorganizar a obra de Deus ― já que Ele não soube organizá-la ao gosto do homem ―, fugir do sofrimento e erigir uma messiânica “nova ordem”. Nasce a moral do escravo e uma espécie de complexo de Édipo. Se deve construir um sistema (a civilização) dentro do Sistema (a Natureza), em que o sustento diário não acarrete em tanto esforço e em que a busca do prazer e da comodidade prime sobre as virtudes alquímicas do ascetismo, sacrifício e a força de vontade. A competitividade deve ser atenuada e a ferocidade do predador deve ser suavizada pra torná-lo apto a encarar o novo molde social pseudo-matriarcal. Para alcançar semelhante meta, deve-se recrutar pessoas de origens diversas, dispostas a trabalhar por um novo bem comum ― pela persuasão ou pela força ―, e abolir sua bagagem de tradições e identidade ancestrais. Onde antes haviam apenas as profissões de mãe, caçador, guerreiro, pescador, coletor e xamã, agora surgiram ocupações totalmente novas (cerâmico, agricultor, pastor, mercador, prostituta, sacerdote, minerador, servente, escravo) que hierarquizam a sociedade em base de critérios que não estão relacionados com a qualidade dos genes: um homem fraco e covarde pode agora ser valioso caso dedique mover objetos pelas rotas comerciais; uma mulher promiscua, outrora maldita pela tribo, agora pode vender seu corpo. 


A nascente sociedade deve ser um ente massificado em que os fortes puxam a carroça, rebocando os fracos com o suor de seu rosto. Os valentes morrem na guerra enquanto os covardes se multiplicam na retaguarda. Não é mais necessário caçar, pois o pão substituiu a carne e o vinho o sangue. Só existe um deus universal: a civilização. Todos os demais deuses são abominações. Quem pertence a essa espécie de seita são os elegidos. Quem não pertence a ela são os pagãos, os bárbaros, os profanos, os retrógrados, os "machistas", uma massa humana cega, selvagem e impura que vive nas cavernas e que deve ser escravizado e integrada no sistema para que os eleitos possam viver sem trabalhar. O pensamento linear, racional e lógico deve crescer monstruosamente até anular o pensamento simbólico e instintivo. A civilização acabará dominante a Natureza, decifrando todos seus segredos, e dissecando-a e finalmente submetendo-a, fagocitando-a e domesticando-a integralmente, para que nada escape do controle humano e para que o sistema seja previsível, mecânico e matemático.

Cada dia que passa eu fico mais impressionado com esse livro.
Essa filosofia deve ter tomado raiz inicialmente no Oriente Próximo e afetou a numerosos povos, entre eles os judeus ― que atualmente é de longe o grupo humano que leva mais tempo vivendo sob condições civilizadas. O Antigo Testamento está salpicado de testemunhos sobre o amanhecer da civilização, coletados ao longo de toda a Crescente Fértil, desde a cidade suméria de Ur até a cidade egípcia de Mênfis. O escrito hebreu Midrash Tanjuma nos brinda com um exemplo perfeito de ideologia iluminista. Supostamente ocorre antes da Revolta de Bar Kokhba. Turno Rufo, o governador romano de Judeia, debate com o líder do Sinédrio Akiva ben Yosef, e lhe pergunta: “A obra de quem é mais bela, do Santo, abençoado seja, ou do homem, de carne e osso?”. O rabino responde que a obra do homem. Perplexo, o romano replica: “mas olhe para o céu e a terra! Pode por acaso o homem fazer algo semelhante?”. Akiva manda trazer uns grãos de trigo e um bolo: “Isso é obra divina e isso é obra humana”, disse. “Não é melhor o bolo que os grãos de trigo?”. Esse tipo raciocínio não difere muito do que teria impulsionado Adão e Eva a provar do fruto da arvora da ciência... perdendo para sempre o fruto da arvora da vida.

Está muito estudado pela eugenia que os meios sociais civilizados ― ao preservar a vida de pessoas fracas e burras que em um ambiente natural seriam incapazes de perpetuar sua linhagem, e ao lançar os fortes e inteligentes à guerras fratricidas e ocupações abomináveis que minam sua taxa de fertilidade e desperdiçam seu sangue ― provocam irremediavelmente a degradação do código genético do ser humano. A Natureza tem maneiras muito retorcidas de vingar-se de quem lhe dá as costas ou pretende dominá-la. O registro fóssil demonstra que quando o homem deixou de caçar e adotou a agricultura, o mesmo pagou com um tremendo declínio de sua saúde e de sua qualidade biológica. 


Atualmente, a proliferação cada vez maior de doenças degenerativas, alergias e desordem mentais (“a investigação das doenças avançou tanto que cada vez é mais difícil encontrar alguém totalmente saudável”, dizia Aldous Huxley) é sinal mais que evidente de que não dominamos a Natureza, mas que ela nos segue dominando como sempre, só que desta vez nos ataca, porque não estamos obedecendo-a. A doença e a degeneração são as maneiras que a Natureza tem de protestar e nos fazer perceber que não estamos exercitando nossas funções humanas, que ignoramos a sabedoria reprodutiva e que estamos fazendo, respirando, comendo e bebendo coisas que não deveríamos. Se a civilização é como uma serpente que morde a própria cauda, é porque é o resultado da qualidade genética e depende dela, mas como uma maldição, se volta contra a mesma substância que o alimenta, fechando o círculo de sua própria perdição. Esse “efeito bumerangue” biológico é o verdadeiro motivo pelo qual todas as civilizações caem uma hora ou outra e isso faz suscitar uma pergunta lógica e inquietante: se a próxima civilização humana será global, o que virá depois?

Esse é o nosso fim?

O homem civilizado não experimentou a dureza do mundo real em sua carne e nunca se adaptou a Natureza ― pelo contrário, seus atos são encaminhados a adaptar a Natureza a ele, embora seja a força. Portanto, tende a ter um ego grande e um espírito pequeno, e considera que está acima da evolução. Essa nova criatura artificial, esse novo animal doméstico que é o ser humano moderno, por seu isolamento na bolha do “bem-estar digno de lástima”, desconhece a humildade perante a Criação, e é portanto a única forma de vida do planeta capaz de desviar-se das leis naturais, inverter a ordem correta e incorrer no pecado de levantar-se contra a obra de Deus. Essa soberba sacrílega e autodestrutiva, os gregos chamaram de hubris ou hybris. É a causa pelo qual, apesar da civilização ter sido total, absoluta e indiscutivelmente catastrófica sob um ponto de vista estritamente evolutivo, biológico, espiritual e meio ambiental, o homem se converteu num “senhorio satisfeito” de seu trabalho, tal como disse Ortega y Gasset.

Diante de todo esse quadro surgem algumas perguntas: Seria a civilização uma guerra de morte contra a biologia e, portanto, uma revolta contra a vida, por parte das forças enfermiças, malignas e antitéticas do mundo, aquelas que estão ressentidas pelo sofrimento? O homem corre o risco de converter-se num escravo de sua própria criação, em um simples fator produtivo, em uma figura, uma estatística? Criamos um sistema com vida própria que tem subordinado nosso bem ao seu? Seria a tecnologia desumanizando e mecanizando a espécie, exterminando sua biodiversidade, provocando sua involução e chegando sua domesticação a níveis assombrosos? Seria a sociedade moderna um imenso campo de concentração, um zoológico massificado cujas jaulas definhadas, domesticou e castrou os degenerados descendentes mutantes do homem livre e caçador?

Que tipo de seleção natural estamos promovendo? Que tipo humano é mais favorecido pelo "progresso"? No que se converterá o homem no dia que ele perder definitivamente sua adaptação à Natureza e esteja plenamente adaptado ao mundo industrial, comercial e tecnológico? A espécie humana chegou na senilidade ou no Alzheimer? A civilização está autodestruindo o mundo moderno em geral e a Civilização Ocidental em particular? A civilização segue sendo essa ciumenta seita oriental que exige a submissão da vida e que para conseguir isso, como toda seita, extirpa ao indivíduo de seu marco ancestral, aniquilando sua identidade e dinamitando as lealdades que possa ter fora da seita (nação, povo, raça, classe, sexo, família, região, profissão, etc.)? Este é o tipo de perguntas que fizeram os autores que veremos nesse artigo.


A civilização levou ao avanço descomunal da matéria inerte (tecnologia, comércio, consumismo, conforto), e o retrocesso absoluto da matéria viva (saúde, corpo, código genético, mente, sacrifício), para não mencionar a caída da espiritualidade. Até que os sistemas de poder não adotem uma perspectiva biocêntrica em geral e antropocêntrica em particular, e enquanto o alto da pirâmide do poder mundial siga ocupado pela elite financeira internacional (os pastores que estão domesticando, castrando, atontando e envenenando os seres humanos), a espécie seguirá degenerando-se a si mesmo e o ao planeta. 

Desmatar florestas inteiras para imprimir milhões de exemplares de revistas de moda sensacionalista, adoecer as pessoas para que precisem comprar medicamentos da indústria farmacológica, descartar a maternidade e a natalidade para que as mulheres trabalhem a fim de ganhar dinheiro para comprar coisas totalmente inúteis, ou arrancar milhões de pessoas do Terceiro Mundo para alimentar a maquinaria das multinacionais, são coisas que só num sistema econômico equivocado e podre poderiam ser beneficiosas ― para alguns, e só a curto prazo. 

Enquanto os Estados não se rebelarem contra a economia de livre mercado e o comércio internacional apátrida, e enquanto não intervenham com firmeza e decisivamente na reprodução humana para deter a involução da espécie e melhorar seu código genético, o ser humano rumará ao caminho de converter-se numa forma de vida cada vez mais ridícula e desenraizada. O mundo moderno necessita desesperadamente de uma série de revoltas populares que derrubem a economia financeira, global e de consumo, e estabeleça uma economia multipolar, austera e simples, mais baseada na autossuficiência, na autarquia de cada Estado, nos bens locais e aquilo que é estritamente necessário e em que o Estado, identificado como o povo trabalhador, se imponha aos mercadores, parasitas e prestamistas usureiros.


"O atual estilo de vida não tem nada a ver com as necessidades da espécie, mas com as exigência de um sistema econômico com vida própria, e que se encontra em total contradição com a natureza humana, com seus instintos inatos e com o verdadeiro papel do homem livre no concerto da vida e do mundo".

A recompilação de passagens que são apresentadas não devem ser interpretadas como um argumento contra a civilização ou contra a tecnologia, mas sim contra a civilização mal entendida, contra a tecnologia mal utilizada, contra a economia usureira, livre-mercadista, parasitária, consumista e do crescimento indefinido, e a favor de um tipo radicalmente distinto de civilização, como por exemplo foi Esparta: um Estado, talvez o único da história, que com uma clarividência sem precedentes, percebeu que o ouro corrompe e de que a civilização é um produto nitidamente perigoso que para aproximar-se é preciso estar com o chicote nas mãos. Durante séculos, Esparta foi capaz de manter viva a natureza e a tradição de seus cidadãos, mas também pode defender seu meio geopolítico mais vulnerável da Europa contra inimigos infinitamente mais avançados economicamente e materialmente.

Ao selecionar os autores destas citações, não se discriminou por motivos de raça, religião, sexo, orientação sexual ou ideologia. Aqui veremos pessoas de diversas raças e etnias, diversas ideologias políticas e religiões, e inclusive até alguns homossexuais. A maioria tem em comum não compartilhar o infantil entusiasmo "progressista" e a olhar para a civilização com desconfiança, enquanto que paradoxalmente são considerados grandes expoentes da mesma.


"A civilização é a vitória da persuasão sobre a força". (Platão, filósofo grego, 428-328 AEC).

"Qualquer tentativa de melhorar a natureza é cultura, e toda cultura é como uma doença: quanto mais culto for um homem, mais perigoso será". (Chuang-Tzu ou Zhuāngzǐ, filósofo chinês, 369-286 AEC).

"Nascemos príncipes e o processo de civilização nos converte em sapos".  (Públio Siro, escritor romano, 85-43 AEC).

"No início, quando os homens viviam imbuídos com sentimentos dignos de heróis, honravam aquela virtude que nos torna semelhante aos deuses; eles obedeciam às leis estabelecidas pela Natureza e, conjugando-se com uma mulher em idade apropriada, tornavam-se pais de crianças virtuosas. Mas, gradualmente, a raça caiu daquelas alturas para o abismo da luxúria, e buscou prazer por caminhos novos e errantes". (Luciano de Samósata, escritor grego, 125-181 EC).

"Deus nunca fez o seu trabalho para o homem consertar". (John Dryden, poeta e dramaturgo inglês, 1631-1700).

"As cidades são o abismo da espécie humana".  (Jean Jacques Rousseau, filósofo francês, 1712-1778).

"Deus fez o campo, e o homem fez a cidade". (William Cowper, poeta inglês, 1731-1800).

"Se nos amontoássemos em grandes cidades como europeus, vamos nos tornar seres corruptos, tal e como eles são agora, e devoraremos uns aos outros". (Thomas Jefferson, revolucionário e presidente estadunidense, 1743-1826).

"O desvio do homem do estado em que foi originalmente colocado pela Natureza demonstrou ser uma prolífica fonte de doenças".  (Edward Jenner, médico inglês e inventor da vacina da varíola, 1749-1823).

"As florestas precedem as civilizações, os desertos seguem-nas". (François-René de Chateaubriand, diplomata, escritor e aristocrata francês, 1768-1848).

"Quando começa o cultivo outras artes vêm atrás. Os agricultores, portanto, são os fundadores da civilização humana".  (Daniel Webster, estadista americano, 1782-1852).

"Rasgai ao homem civilizado e aparecerá o selvagem". (Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, 1788-1860).
"É a civilização do homem apenas um envoltório, através do qual sua natureza selvagem ainda pode explodir, mais infernal do que nunca?" (Thomas Carlyle, escritor escocês, 1795-1891).

"À medida que a civilização avança, a poesia declina quase necessariamente". (Thomas B. Macaulay, aristocrata, historiador, poeta e político escocês, 1800-1859).

"A verdadeira prova da civilização não é o censo, ou o tamanho das cidades, ou as colheitas, mas o tipo humano que o país produz”.  “O final da raça humana será quando ela eventualmente morrer de civilização".  (Ralph Waldo Emerson, poeta e filósofo americano, 1803-1882).

"A tecnologia está regida por dois tipos de pessoas: aquelas que gerenciam o que não entendem, e aquelas que entendem o que não gerenciam". (Mike C. Trout, membro da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, 1810-1873).




"O efeito de toda civilização levada ao extremo é a substituição do espírito pela matéria e da ideia pela coisa". (Théophile Gautier, escritor e fotógrafo francês, 1811-1872).
"Embora a civilização tenha melhorado as nossas casas, não melhorou igualmente os homens que as habitam. Ela criou palácios, mas não foi tão fácil criar nobres e reis. A maioria dos luxos e muitas das ditas comodidades não somente são indispensáveis, mas são obstáculos para a elevação da humanidade. Os homens tornaram-se as ferramenta de suas ferramentas. É a preocupação com a posse, mais do que qualquer outra coisa, que impede os homens de viver livremente e nobremente. Vida na cidade: milhões de seres vivendo juntos na solidão". (Henry D. Thoreau, poeta e filósofo americano, 1817-1862).
"O progresso, essa grande heresia da decadência". (Charles Baudelaire, poeta e escritor francês, 1821-1867).

"A produção de muitas coisas úteis resulta em muitas pessoas inúteis. A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas. O desenvolvimento da civilização e da indústria em geral mostrou-se tão ativos na destruição das florestas que, em face disso, tudo o que inversamente se fez para a sua conservação e produção é insignificante em comparação". (Karl Marx, ideólogo judeu-alemão, 1818-1883).
"A barbárie é necessária a cada quatrocentos ou quinhentos anos para trazer o mundo de volta à vida. Caso contrário, morreria de civilização". (Edmond H. de Goncourt, escritor francês, 1822-1896).
"A civilização tem ido cada vez mais longe do chamado "homem natural", que usa todas as suas faculdades: percepção, invenção e improvisação". (Robert G. Ingersoll, veterano de guerra, político e orador americano).




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Mentes Perigosas

Recentemente eu acabei de ler o livro "Mentes Perigosas - o psicopata mora ao lado" que me fez ter alguns insghts sobre as coisas que eu escrevo aqui, e sobre as pessoas com as quais eu convivo.


Primeiramente é importante dizer que o livro é bastante interessante, informativo, de uma leitura fácil e agradável. Li todo ele em dois dias. As informações que são passadas são bastante úteis para nossa vida cotidiana, para nos ajudar a manter  pessoas problemáticas bem afastadas. Inclusive eu identifiquei bastante CLARAMENTE uma pessoa que eu tenho um certo contato como um psicopata (segundo as definições do livro). Sempre desconfiei que a pessoa em questão não fosse flor que se cheire, mas agora eu tenho certeza. Uma das dicas mais importante que a autora dá para descobrir se alguém é ou não é uma pessoa tóxica que só vai se aproveitar de você, é ouvir essa voz interna que todos nós temos. Isso é bastante importante. Não negligencie esse sua capacidade de prever as coisas. Quanto mais esclarecido vc for, a quanto mais viver rigidamente de acordo com seus princípios, mais essa voz se torna-rá clara. Mas enfim.

Basicamente, para a autora, psicopatas são pessoas que não tem consciência. Não confunda "não ter consciência" com "não ter exata noção" dos próprios atos. Essas pessoas sabem perfeitamente o que estão fazendo, o mal que estão causando, e não se importam nem um pouco. Inclusive isso foi umas das coisas que eu achei mais interessante no livro. Achei que ia ler uma certa punhetação mental sobre "não responsabilizar" essas pessoas, já que a regra da psiquiatria/psicologia esquerdista, que é completamente dominante aqui e o politicamente correto que está inserido em todos os meios de comunicação aqui no brasil (inclusive livros publicados), tem a tendência de desculpabilizar as pessoas dos suas próprias atitudes e debitar essa conta da "construção social"que o sujeito está inserido, fora a alegação de que "são pobres coitados doentes que não fazem por mal", mas está justamente escrito o contrário. E isso é muito bom. A autora deixou categoricamente explicitado que pessoas más tem a total culpa do que fazem, sabem e fazem pq querem. Ponto final. Mas o que seria essa tal consciência?




Ana Beatriz nos explica que existe dois tipos de consciência, basicamente. Um diz respeito a coisas práticas e momentâneas. Ao nosso "estar alerta", conseguir interpretar os sinais da realidade que nos cerca e fazer nossas ações conforme esse entendimento. É o estar acordado. Raciocinar. A outra consciência diz respeito a nós enquanto seres humanos. Ao "ser". Como vivemos a nossa vida. Não é um estado momentâneo. "Ser consciente é ser capaz de amar".

A consciência é algo que sentimos. Ela existe, antes de tudo, no campo da afeição ou dos afetos. Mais do que uma função comportamental ou intelectual a consciência pode ser definida como uma emoção. Peço licença e vou um pouco além. No meu entender, a consciência é um senso de responsabilidade e generosidade baseado em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade e o universo como um todo. É uma espécie de entidade invisível, que possui vida própria e que independe da nossa razão. É a voz secreta da alma, que habita em nosso interior e que nos orienta para o caminho do bem. (pg 22)

Ou seja, o psicopata é um sujeito que não tem esse senso de responsabilidade com a sociedade  ou com os seus semelhantes ou animais. Seu papel no mundo é sugar o máximo que puder de todos a sua volta em favor de benefícios próprios, em favor do seu prazer e satisfação pessoal. Por isso eles podem chegar ao ponto de achar realmente que matar e esquartejar crianças não seja algo ruim. Pois tudo é válido na hora de satisfazer as próprias vontades e satisfazer fortes emoções. Claro que nem todos chegam a esse nível de sadismo, mas a questão é que todos que podem ser diagnosticadas com algum grau de psicopatia, vão explorar vc de alguma maneira, sem nenhum tipo de dó ou remorso. Por isso é importante não ter nenhum tipo de contato com esses seres e saber identifica-los. E é exatamente isso que eu ensinar agora, paspalhos.

Caso queira informações mais pormenorizadas, leia o livro. Mas uma coisa que me chamou a atenção na identificação dessas pessoas ruins foi que eles apresentam um comportamento que se repete em todos os casos que e autora investigou. Algumas características são mais fortes nuns, mais fracos em outros, algumas bastante difficiles de identificar, uma vez que os sujeitos são atores sociais, e sabem se esconder muito bem. Mas a característica que sempre se repete é o de "se fazer de vítima". Com certeza vc que está lendo isso, conhece alguém que tem essa tendência. Fique esperto com esses filhos da puta desonrados. Nas palavras da autora:


Durante todos esses anos de exercício profissional, ouvi muitas histórias sobre psicopatia. Meus pacientes relataram (e até hoje o fazem) como essas criaturas invadiram, feriram e arruinaram as suas vidas. Em cada caso foi possível identificar comportamentos suspeitos; uns mais característicos, outros menos. Tudo varia muito de caso para caso, no entanto, em todos, precisamente em todos, pude identificar "o jogo da pena". A meu ver, esse é um dos recursos mais comuns e constantes das pessoas inescrupulosas. Muito mais que apelar para o nosso sentimento de medo, os psicopatas, de forma extremamente perversa, apelam para a nossa capacidade de sermos solidários. Eles se utilizam de nossos sentimentos mais nobres para nos dominar e controlar. Os psicopatas se alimentam e se tornam poderosos quando conseguem nos despertar piedade. (pg.56)

Ou seja, os malandros se aproveitam da nossa boa vontade para nos apunhalar pelas costas. E essa característica de se fazer de coitado, de humilde, de simples e de vitima foi que me fez perceber que o sujeito que eu convivo de perto é um psicopata. Ainda mais analisando as outras atitudes e histórias que eu sei dele. Eu sempre tive um pé atrás, sabia instintivamente que ele não era confiável, mas eu achava que talvez pudesse ser um implicância minha. Mas não, eu estava correto e já havia alertado amigos meus que também são próximos do sujeito.

Falando um pouco sobre o malandro, ele é uma pessoa que gosta de se vangloriar de seu passado "difícil", de como sofreu na infância, em como era "humilhado" na escola por ser "menino pobre da roça" (sendo que não era nada disso, ele tinha uma vida comum a qualquer pessoa que mora no interior do PR). Gosta de se vangloriar em como venceu na vida, e claro, em como tem um legião de invejosos querendo a sua derrota. Qualquer merda que ele faça, a culpa não é exatamente dele, mas da inveja alheia. Até as vezes que ele se acidentou de carro, a culpa era da inveja. Ele tem a tendência extremamente irritante de lisonjear de forma exagerada qualquer pessoa, mas principalmente as que estão bem colocadas socialmente. De uma hora para outra ele é o seu melhor amigo se vc for um cara mais receptivo. Ele fala-rá o quanto vc é foda, como é estiloso, como as pessoas te admiram, como vc está bem, pergunta-rá como vc lida com as inúmeras mulheres que com certeza vão atrás de vc. Pedirá seu número e vcs vão sair se divertir. Ele paga tudo.

Outra característica, que até é relatada em um caso no livro, é a de mentir a profissão. Quem o conhece pouco e superficialmente, tem a certeza que ele é engenheiro. Pelas postagens nas redes sociais, e por que sempre que conhece uma pessoa nova, (que seja influente na sociedade, é claro) ele diz que é engenheiro e está trabalhando em vários projetos. Que tem muitas viagens a negócios. Mas ele não é formado em engenharia merda nenhuma e está bem longe de ser. Das pessoas que ele enganou, principalmente mulheres que pegou com essa ladainha, ele contava vantagem absolutamente satisfeito e feliz em fazer alguém de trouxa. Não tem nenhum remorso e já admitiu que é um mentiroso compulsivo. Não sente dor na consciência em mentir, pq como foi dito acima, psicopatas não tem consciência, ou se tem, é quase nula. Se vc ler no livro, uma das fortes características dos psicopatas é não sentir nenhuma remorso em enganar alguém. Para eles, é uma espécia de diversão.

Um outro amigo meu, que é mais próximo deste que eu relatei, diz que ele aparece todos os dias no comércio dele conversar, e faz questão de dizer que ele é um dos seus melhores amigos, sendo que nunca foram muito próximos. O curioso que os assuntos nunca são trivialidades, são sempre assuntos do tipo "como está a sua relação com a sua família", "vc está feliz", "você pode confiar em mim pra tudo", etc. Óbvio que eu alertei esse meu amigo sobre isso, falei destas características, citei o livro e tudo e ele além de ficar com medo do que esse cara possa fazer, concordou absolutamente comigo e vai dar um jeito de cortar contato.

Ou seja, se vc conhece alguém que se faz de vítima sempre que possível, é muito bajuladora e tem a tendência de ser mentirosa e não sentir remorso por isso, se afaste. Fora algumas outras características que vc encontrará no livro que é bom ficar esperto, uma delas, além dessas que eu acabei de falar, eu gostaria de enfatizar novamente é que a voz da sua intuição seja, talvez, a melhor maneira de identificar esses predadores. Como eu disse, eu sempre desconfiei desse sujeito e eu não estava errado, assim como desconfio de alguns outros e duvido muito que esteja errado também. Essa voz interna é muito reveladora e bastante importante para nossa vida de homens. Ela pode te livrar de muitos problemas, seja com esses parasitas ou com vagabundas imprestáveis. Fique atento e aprenda a ouvir e dar crédito a essa voz interna.

Não é só o homem aranha que tem esse habilidade.

Porém, o que me motivou escrever esse artigo sobre o livro da Ana Beatriz, não foram essas revelações de como as pessoas podem ser imprestáveis e aproveitadoras. Disso eu sempre estive ciente, e esses temas da psique humana eu já me interesso a um bom tempo. O que me levou escrever o artigo, e que me deixou bastante intrigado foi a forma de como os psicopatas agem, pensam e nas coisas que eu já escrevi aqui no meu blog. Inegável que uma certa semelhança pode ser observada, principalmente no meu artigo sobre como o bem sempre se fode na realidade desse mundo cruel, que tem uma forte influência nietzschiana e todo seu apelo sobre a linha tênue que separa a genialidade da loucura e insanidade. Entretanto existe uma diferença fundamental na ideia que eu tento transmitir aqui, e a atitude dos psicopatas parante a sociedade, e essa diferença eu falarei adiante.

Inegável que os psicopatas são absolutamente insanos e determinados quando a assunto é atingir os seus objetivos pessoais, não medindo esforços e nem consequências para conquistar a vitória. E analisando por este prisma, esse tipo de atitude perante a vida eu acho louvável e já expliquei sobre isso várias vezes. O homem beta se fode de diversas maneiras, pq ele tem medo de competir ou de magoar alguém. Ele se importa de mais. Ou seja, talvez ele tenha "consciência" de mais, e acaba se anulando para agradar os outros e a sociedade. Ele literalmente não é um homem livre. Ele é escravo das suas crenças limitantes.

O psicopata no sentido que está sendo tratado aqui, é um ser mais livre de espírito que o homem bonzinho, mas também não deixa de ser um escravo. É um escravo dos seus desejos e do seu ego gigantesco. Ele precisa se afirmar parante a si mesmo, e aos demais, ele precisa saciar sua ânsia por emoção, adrenalina. E nesse processo, ele pode chegar a fazer o pior tipo de coisas, coisas que uma mente normal nem conseguiria imaginar.

É importante lembrar que além de um desejo insano de satisfazer os seus prazeres, de não ter consciência e não se importar com a vida alheia, os psicopatas tem dificuldades em todos os tipos de emprego, protagonizam relacionamentos doentios e problemáticos, não se doam a nada e a ninguém. Essas características, se analisadas de forma mais objetiva, são evidentes de uma maneira geral nos mais diversos níveis da nossa sociedade. Psicopatas só sugam, não produzem muito pouco ou nada, basicamente. Como eternas crianças, mas com uma maldade inerente em todas suas ações. São pessoas evidentemente imaturas emocionalmente, apesar de serem extremamente frias na maior parte do tempo. Mas quando não atingem seus objetivos, o descontrole emocional é eminente. Todas as pessoas que tiveram relacionamentos com esse tipo de pessoas, relatam uma enorme bi-polaridade com grandes altos e baixos no humor.

É muito comum ver jovens paspalhos e imbecis se vangloriarem e acharem bonito e descolado serem considerados "bi-polares". Eu já vi muito em redes sociais e em conversas informais, os fulaninhos se achando o máximo por serem babacas sem autocontrole.

Se ver algum desgraçado filho da puta burro compartilhar isso ou qualquer merda parecida, corte contato imediatamente. 
Essa tendência atual, a sociedade atual como um todo é bastante favorável ao desenvolvimento da psicopatia. Tanto que no livro é citado que hj em dia, a porcentagem de psicopatas no nosso meio é a maior da história. Pegando um gancho com o que a autora pondera, (e que eu concordo) essa tendência se deve ao fato de vivermos de forma extremamente materialista. Tudo que precisamos para viver hoje, pode ser comprado e descartado, inclusive a vida humana. As crianças crescem aprendendo que podem tudo, ser se doar a nada. Psicopatia, pelo que eu entendi é um estado de infância emocional eterno, e isso é uma constatação minha. E eles só absorvem os recursos de alguém, e não se importam genuinamente com a vida humana. Tudo e considerado como objeto sem vida e sem importância depois que o tesão da conquista passa.

E como eu disse acima, além de ser uma tendência atual, é uma tendência que é ADMIRADA. Puta que pariu. Os jovens cabeças de merda se acham o máximo por usar e não se importar com as pessoas. Acham o máximo ser instáveis emocionais e fazer loucuras e coisas cretinas para afirmar ainda mais essa instabilidade. As menininhas pagam pau para os mais retardados mentais. Os coleguinhas querem copiar. Repare que um dos personagens fictícios mais admirados e que todos amam é o coringa, só citando um exemplo. O Coringa é um lunático psicopata que deveria ser odiado. Todos deviam amar o Batman, mas hj em dia, eu acredito que a popularidade do coringa é maior. Pq todo mundo se vê no personagem e acha legal ser um desgraçado descontrolado emocionalmente. Lembre-se esse é só UM exemplo.

Ídolo atual
Apesar de apoiar a atitude de buscar seus objetivos de forma insana, a mensagem que eu passo aqui é diametralmente oposta a permanecer na infância emocional e não ter consciência das outras pessoas ou dos próprios atos.

Talvez a mensagem mais profunda que eu tente passar aqui é que não temos valor nenhum, se não fizermos algo em prol da sociedade ou em prol de outras pessoas, seja sua família, amigos, na sua profissão e etc. A ideia é ser foda em todos os sentidos, mas sendo útil e protegendo os mais frágeis e que dependem de nós. Só sugar as pessoas vai totalmente ao oposto de que é masculinidade, e o que é viver dentro do código dos homens. Psicopatas não são homens por isso, eles não passam de crianças crescidas e absurdamente maléficas. Homens são insanos nos seus objetivo, mas não passam por cima de nenhuma vida humana, simplesmente pq não tem a necessidade disso, não tem a necessidade de satisfazer desejos estúpidos ou de se afirmar perante a ninguém. Homens são pessoas de espírito livre que vivem no mundo para construir algo e proteger os mais frágeis, inclusive proteger desses demônios. Essa é agrande e fundamental diferença ente homens e psicopatas.

É impossível falar desta diferença fundamental e não lembrar da fantástica parábola do Tenente Dave Grossman, ovelhas, lobos e cães pastores. Se por um acaso vc não conhece, pare tudo que está fazendo agora e faça esse favor para vc mesmo e leia imediatamente. Leila lá e volte aqui.

Quem lê esse blog e entende realmente a mensagem, é como o Sam do mundo real.
Os psicopatas e demais pessoas imaturas são os "lobos maus", que se aproveitam da ingenuidade e benevolência da massa de ovelhas. Eles não tem medo de usar a violência a seu favor (e vão usar) e não se importam em agregar algo de bom na sociedade. São maus de espírito. E como as ovelhas são avuadas de mais e não estão nem aí com nada, só com diversão, não percebem a ação traiçoeira desses lobos e são alvos fáceis. Por isso, que mesmo os psicopatas sendo minoria, o mundo parece um caus total de violência e mortes pra todo lado. As ovelhas(ou caras bonzinhos), como eu já disse, tem medo da violência e se importam de mais. Também vivem numa infância emocional, mas de uma maneira mais ingênua.

Porém, nós que entendemos o Complexo de Hércules também não temos medo de usar a violência, somos ou deveríamos ser os "cães pastores" como o tenente Grossman explica. Por isso eu fiz aquele apelo a violência, pq não podemos mais ser acomodados e fracos, justamente para proteger pessoas que gostamos, e para construir uma realidade um pouco mais satisfatória e honrada para nossos descendentes. Psicopatas não se importam com os demais, mas nós nos importamos, temos consciência. Vivemos aquele paradoxo descrito por Cherterton de amar o mundo, a vida de tal forma que quando nos decepcionamos, ai que vemos ainda mais motivos para lutar por ele. Quando vemos lobos maus, não temos medo de nos sacrificar, caso seja preciso. Masculinidade é sacrifício, caso vc não tenha entendido ainda. Sua vida enquanto homem só terá valor e vc só se sentirá satisfeito se estiver agindo em prol de alguma coisa que vá além dos seus desejos estúpidos.

“A coragem é quase uma contradição em termos. Significa um forte desejo de viver que toma a forma de uma disposição para morrer.” (Ortodoxia, 2008)

Nós somos homens livres que não tem o espírito preso a coisas sem importância, por isso não precisamos de aprovação dos outros e por isso não temos medo de usar e transitar na violência, porém não perdemos a nossa consciência. Somos homens maduros emocionalmente e buscamos a evolução constante, não afinando e inclusive gostando de desafios. Nosso aprimoramento é sinonimo de prosperidade, principalmente para nossos protegidos. Somos homens, e não vermes covardes que se aproveitam dos mais frágeis. Isso é viver de acordo com "O Complexo de Hércules".