terça-feira, 25 de outubro de 2016

Você atrai o tipo de "coisas" que você É!

A boca fala do que está cheio o coração. Mateus 12:34

Muitos se perguntam o pq de tudo nas suas vidas dar errado. Do pq viverem rodeados de pessoas traíras, mau caráter, trapaceiras, mentirosas, escrotas, feias, barangas, toscas, burras e ignorantes. Acham que é um espécie de conspiração do universo contra a sua própria existência super especial que veio para revolucionar a vida de todos no mundo inteiro. Você se ente assim amigo? O mundo tem sido injusto com vc, mesmo vc não sendo mais aquele vagabundo que não queria nada com nada? Você acha que a humanidade em geral é muito má, e vc é um cara bom e legal que não merece os perrengues nos relacionamentos interpessoais que vem sofrendo? Pois eu tenho boas novas para você amigo.

 
Você quer atrair esse tipo de coisa para sua vida?

A primeira coisa é que você precisa entender é que vc não é nem um pouco especial e não, o universo não conspira contra vc. Você e eu somos o mesmo pedaço de merda praticamente inútil na natureza tentando sobreviver. Com isso entendido, é preciso que vc tome a consciência de que vc atrai aquele tipo de pessoa que vc é. Simples. Está rodeado de babacas e só atrai vagabundas da pior espécie? Muito provavelmente vc seja esse tipo de pessoa também. E caso vc não seja, por um milagre, as pessoas te veem assim, mesmo você não concordando.

É muito comum, principalmente nos redutos realistas da internet, os caras virem reclamando que ninguém presta, que a humanidade é uma bosta, que a vida é uma merda, que não dá pra confiar em ninguém, que todo mundo é filho da puta e sacaneia o próximo na primeira oportunidade, inclusive os ditos amigos e familiares mais próximos. Porém, o jovem paspalho não percebe que ele próprio é uma espécie de imã para esse tipo de pessoas, muito provavelmente por também ser uma pessoa que faz esse tipo de coisa na primeira chance que tiver, ou por estar altamente propenso a fazer. Isso me lembra aquela velha tática esquerdista de "acuse-os do que vc faz, chame-os do que vc é"



Esse homem teria muito orgulho de vc por sua hipocrisia.
Freud também nos lembrou dessa grande verdade que as pessoas não percebem, quando afirmou que "quando Pedro fala de Paulo, eu sei mais do Pedro do que de Paulo". Quando você se refere a pessoas e coisas exteriores a si mesmo, sempre ou majoritariamente de forma negativa, como se houvesse uma espécie de problema de caráter com todas as pessoas do mundo, menos com o floquinho de neve mais especial da via láctea, é pq o problema está em vc mesmo, e não nos outros. Você está falando de si mesmo. O tipo de vida e de pensamentos que vc tem com relação a tudo, atrai as coisas parecidas com estes para perto de ti.

Como sabemos, a energia e matéria estão tão intrinsecamente interligados que é impossível separa-los, e a energia tem a capacidade de alterar a matéria. Sabendo que energia nesse caso especifico ao qual estou me referindo aqui são os nossos pensamentos, desejos e vontades, e matéria somos nós mesmos e tudo que nos cerca, fica evidente que se vc é um filho da puta mal intencionado, vagabundo, mal caráter e invejoso, sua constituição física mudará para que vc seja uma espécie de receptáculo para esse tipo de ser se aproxime de vc. Sua "aura" se modifica, seu aspecto exterior se modifica para que esse tipo de pessoa possa te identificar e se aproximar, isso de forma inconsciente muitas vezes.

Se não quer ser apunhalado pelas costas, mude seus paradigmas internos. 

As pessoas não tem inveja de vc pelo seu pseudo sucesso que só existe no seu mundinho cor de rosa. As pessoas, na sua grande maioria não estão conspirando contra vc para te destruir. Você simplesmente está atraindo para perto o mesmo tipo de pessoa que vc é na verdade. Aquela velha máxima universal que diz que "vc recebe de volta tudo o que lança no universo" sempre será verdadeira. Se seus pensamentos e atitudes são uma redoma de passividade e espera por uma providência divina, fracassos em projetos que vc desistiu no meio do caminho, cagadas que vc sabia que não devia ter feito em relacionamentos, inveja da vida de pseudo celebridades que nem sabem que vc existe, obviamente vc atrairá esse tipo de coisa que não te agrega em absolutamente em nada para perto de si.

Na verdade tudo se resume a inércia e ação mais uma vez. Um corpo inerte esta morto. Uma pessoa inerte com pouca vontade de viver e altamente passiva está morta. Sendo assim, atrairá todo tipo de coisas que se relacionem ou que podem levar a morte, ou se preferir a inércia. Inércia, morte ou passividade é totalmente o oposto de virilidade e masculinidade e homens inertes, ou seja, sem virilidade não passam de moribundos, de zumbis apodrecidos por dentro e por fora devido a falta de cuidado de si próprios nos mais diversos aspectos, que consequentemente atraem e se afundam mais e mais nesse tipo de vida degradada pela inércia, pela falta de ação. Lembre-se, a natureza quer nos destruir para construir outra coisa melhor, e se vc permanecer inerte, seu corpo, alma e vida ao redor se deteriorarão rapidamente, pq a natureza é implacável contra coisas frágeis, fracas.  Duvida? Vamos analisar as coisas um pouco mais profundamente.

Nassin Taleb escreveu o fantástico livro Antifrágil que nos dá uma perspectiva e um entendimento melhor sobre como a inércia pode prejudicar o desenvolvimento do homem. O Daniel Castro já abordou alguns aspectos desse livro também. Vale a leitura. Pois bem, Taleb nos tras um novo conceito que vai além da robustez. A capacidade de evoluir com as adversidades as quais somos submetidos. Sejam elas físicas ou mentais. A maior característica de um grande homem vai além da robustez e capacidade de aguentar pancadas, ou aplicar resistência sem alterar sua estrutura. Seja fisicamente ou metaforicamente falando. Isso é importante, é claro, mas chega a um ponto onde não se pode mais evoluir. O nosso grande trunfo é ou deveria ser, nos tornarmos antifrágeis. Ou seja, evoluir a partir de danos causados. Aprender com os erros e ferimentos. Essa é a lógica por traz dos treinos com pesos, esse é a lógica da real de uma forma geral, mas que muitos não entendem. Auto aperfeiçoamento, no sentido que é posto normalmente não passa de uma massagem no ego, te fazendo se sentir especial e imortal, normalmente motivado por puro exibicionismo.

O homem além de adaptável deve entender que sem experiências estressantes que abalem suas estruturas, não poderá evoluir. Assim como o ser vivo precisa de nutrientes para crescer e evoluir, o homem precisa de desafios para constantemente remodular sua existência, e consequentemente evoluir. A plenitude, tranquilidade, força e resistência masculinas, tão sublimes de se estar perto só nascem a partir do caos. Como eu sempre digo, a masculinidade é ação e coragem, uma vida inerte e confortável vai te atrofiar como homem, tanto mentalmente como fisicamente. A partir do momento que você entende isso, o universo "conspirará" de certa forma, para que você evolua, pq lembre-se, tudo que vc lança, volta a vc. Sua aura se modifica e a energia que vc emana tem a capacidade de alterar a sua constituição física. Umas coisa leva a outra mas no inicio sempre há a necessidade de um ato de vontade para evoluir.

Continue em ação, sempre. 

Agora vamos ao lado oposto e analisemos como homens burros, fracos, invejosos, mesquinhos, paspalhos afundados em relacionamentos destrutivos vivem, ou como eles pensam. Como a premissa de que atraímos o que somos, se vc analisar a vida de um sujeito com esses tipos de problema não é difícil identificar a causa. Homens fracos, com postura pouco viril permanecem inertes com relação ao desenvolvimento físico, e na sua dieta e qualquer cara que apareça desenvolvido e em dia com esse atributo, logo o fulano tratará de dizer, entre outras coisas que ser bombado deixa broxa, bombados são burros, ou que o desenvolvimento é fruto exclusivo de um caminhão de drogas com a genética do Goku. Não se preocupam com o que comem ou com o cultivo de força, pois esta necessita de energia, de virilidade de ação para se desenvolver. Nesse aspectos permanecem inertes, ou mortos. E a tendencia é que homens que não são assim, sejam uma espécie de repelente para eles, pois não querem se sentir inferiores a todo hr. Por isso, irão se associar a homens que tem o mesmo, ou parecido estilo de vida.

Essa é a lógica por trás de todo sentimento de coitadismo em relação a própria situação em qualquer área. O sujeito não percebe que a "culpa" de situação lamentável ao qual ele se encontra, é fruto de pensamentos e condicionamentos dele mesmo. Aplicando a lógica em outras áreas, teremos os mesmos resultados. Um sujeito que tem o costume de ler coisas edificantes, de estudar e se dedicar com afinco a sua área de atuação, se dedicar ao desenvolvimento intelectual voltado para isso e nos mais diversos aspectos que lhe interessem, colherá os frutos disso em relacionamentos e contatos com pessoas interessantes e reconhecimento na sua área profissional. Este homem está agindo, está sendo viril nessa área. O sujeito que odeia o trabalho que tem, apenas cumpre horário, empurrou com a barriga a faculdade, nunca leu nada que preste e passa o dia todo vendo putaria e conversando com  maconheiros e baladeiras vagabundas no "uatissápi" sobre o BBB ou o último episódio foda de GOT, será burro desinteressante e limitado, e logo logo cairá nas garras de alguma espertinha, ou algum sujeito igualmente limitado que encontrou na trairagem a única maneira de conseguir alguma coisa. Não terá grandes perspectivas sobre a própria existência, pois sua vida é somente esperar o próximo final de semana. Seu desenvolvimento intelectual está inerte, está morto, e como no caso do sujeito fraco preguiçoso acima, terá aversão de pessoas que gostem de discutir sobre a profissão e seus desafios. Terá aversão a pessoas que fazem a diferença no curso, a pessoas que promovem a crescimento da sociedade através do próprio trabalho, da própria intelectualidade, e dirá que estas nasceram assim, ou tiveram sorte. A inveja sempre rondará a vida desse sujeito e pessoas igualmente invejosas e tóxicas sempre estarão por perto. Muitas vezes perto de mais.

O sujeito passa todo momento mal dizendo dos relacionamentos alheios, é altamente promíscuo e vulgar. Ai não sabe pq só vagabundas interesseiras entram na sua vida. Poruqe sofreu e é tão fracassado em relacionamentos.

O hemisfério norte do planeta é mais desenvolvido e tem muito mais história do que o hemisfério sul, pq por estarem vivendo em climas frios, os homens não podiam sentar ao sol e esperar as horas passar como é comum nas tribos de áreas tropicais e climas mais amenos. Eles necessitavam trabalhar e trabalhar, construir ambientes para que conseguissem sobreviver. O trabalho os trouxe evolução, desenvolvimento, inteligência, descobertas e um conforto merecido proveniente dos frutos de seus esforços.

Aplique essa mesma lógica a qualquer área que os resultados serão iguais. Inércia sempre terá como resultado coisas vis, degradação e degeneração. Ação promove a evolução e aproximação a pessoas realmente de valor, que estão em outro patamar, não por serem ricas, ou donas de alguma coisa, mas por fazerem a diferença no mundo, por transformarem as coisas a sua volta, em direção a evolução. Por construírem a realidade as suas voltas.

Como foi dito, o nosso grande trunfo deve ser nos tornarmos antifrágeis, e isso só é possível se não permanecermos inertes as dificuldades que nos são apresentadas. Em vez de vc ficar no sofá invejando a vida daquela celebridade super descolada, pq vc não vai estudar alguma coisa sobre a sua profissão, ou estudar algo para quem sabe descobrir a sua vocação. Porque vc não vai criar algo em vez de permanecer inerte atraindo todo tipo de pensamento vil e coisas autodestrutivas. Lembra quando sua mãe dizia que "cabaça vazia é oficina do diabo"? Exato. Ela estava certa. Sua inércia só vai atrair e fazer com que vc se sinta atraído por coisas ruins.

Svidrigailov ou mesmo Pavlovitch Karamázov, que viveram vidas promíscuas e degradadas e sabiam perfeitamente que não poderiam esperar nada de bom vindo desse tipo de conduta, pois estavam alinhados a coisas vis numa pseudo felicidade. Tinham e estavam em contato constante com as piores espécies de pessoas, pq viviam de uma forma condizente com estes. Tiveram um fim trágico. Não pense que com vc será diferente.

Esse cara sabia das coisas. 

Assim, para experiências com pessoas ruins pararem de te acontecer toda hora, vc precisa viver dentro do código dos homens, cultivando a masculinidade diariamente em todos os aspectos. Um erro muito comum da nossa sociedade imediatista altamente complexa é tornar os homens especialistas numa pequenina área técnica, enquanto todos os outros pilares desmoronam. Essa tendência que faz com que homens ricos e influentes tenham um psicológico frágil. Que homens fortes sejam burros. Que homens burros sejam os intelectuais mais conceituados pela massa de ignorantes ao qual estamos cercados. O homem atual se desenvolve em alguma área específica, e não de forma plena e constante, como seria o ideal. E assim, como eu disse no post anterior, "quando vc resolve viver de uma forma relaxada em algum aspecto, este aspecto vai puxar todo o resto. Relaxo, pouco empenho, falta de comprometimento consigo é uma espécie de câncer que vai tragando tudo em vc até vc voltar ao estado atual de fracasso e mediocridade comum ao brasileiro. Devemos eliminar o relaxo, ou seja, a fraqueza mental em todos os aspectos possíveis. Essa é a lição que vc precisa entender".

E não pense que por alinhar seu pensamento em prol do desenvolvimento, da masculinidade, a vida será mais fácil e o mundo menos cruel. Muito pelo contrário. Mas vc, como o sujeito que vai ano após ano na academia e que entendeu as lições que o ferro quer ensinar, que o desconforto, cansaço e dificuldades servem na verdade para te fazer evoluir e sair da inércia, se sentirá feliz e satisfeito em ter que enfrentar essas dificuldades, e não se permitirá voltar ao estado inicial de inépcia e fragilidade mental. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Por que você deveria tentar coisas novas PT.2

Continuando essa pequena série, hoje eu vou falar dos aspectos mais delicados e importantes destes que eu elenquei como fundamentais na minha evolução a partir do momento que comecei a pensar fora da caixa no que diz respeito a treinamento.

Com relação a dieta, fiz inúmeras tentativas de várias coisas e algumas foram idiotas, outras foram interessantes e me deram uma boa capacidade mental, e outras foram satisfatórias e eficientes. E sim, vc não leu errado. Sua capacidade de se permanecer firme ou não na dieta, por semanas, meses e até anos a fio advém da sua capacidade mental. A mente é que comanda tudo e se você for um cara psicologicamente fraco, terá dificuldades gigantescas com a dieta. Pessoas que não conseguem mudar seus hábitos alimentares são pessoas fracas mentalmente e vulneráveis a qualquer adversidade e você deveria ter cuidado e reavaliar o quanto confia nelas, e o quanto estas fazem parte da sua vida. Nunca se esqueça que o ambiente que você se propicia viver é importantíssimo para o seu sucesso ou fracasso, e se vc só andar com fracassados que não tem força mental para seguir um plano alimentar descente por mais de 2 meses, muito provavelmente você também fracassará.

As pessoas, principalmente as mulheres tem um forte elo emocional com a comida, e na grande maioria das vezes comem para suprir necessidades psicológicas e não nutricionais. Se não fosse assim, todo mundo se alimentaria corretamente. A sua necessidade de satisfazer a criança que vive em vc, de reviver momentos felizes ou de se sentir confortável em momentos difíceis, faz com que você seja um "chocólatra" por exemplo, ou viciado em lasanha, pizzas, coca-cola e etc. Comidas gordurosas com alto teor de carbos são prazerosas e "fáceis" de adquirir e comer. Se você tem pouco vigor mental, um sistema nervoso fraco (que vou falar mais na parte de treinamento) e é muito afetivo, terá mais dificuldades em mudar hábitos alimentares. Por isso, cuidar do seu psicológico é importante também para a dieta. Não ser tão bundinha mole que se sente tristinho por tudo é fundamental em todos os aspectos da nossa vida.


Só hoje eu percebo que DBZ ensinou tudo o que nós precisávamos saber sobre treinamento e décadas atrás. 

Uma coisa eu aprendi e é preciso deixar bem claro aqui. Nem tudo que está disponível te fará ser um cara incrível, com força e acuidade mental muito acima da média e com um corpo escultural. Nem tudo que te é eficiente para esculpir o corpo te deixará forte e vigoroso. Existem fazes e fazes na nossa jornada dietética e é importante você apreciar essa jornada. Fugindo um pouco do foco sobre dieta, o mais importante para você atingir seus objetivos com relação a reestruturação alimentar é você não se focar numa meta futura fixa, fazendo as coisas como uma forma de penitência até o dia que você atinja a glória, mas sim, aprendendo em cada etapa e observando como seu corpo reage e como eu já falei, se cercar de um ambiente que te ajude e permanecer firme.

Deixando mais claro, as pessoas esquecem que o que ingerimos, a comida em si tem um efeito quase que imediato no nosso organismo, e se você não tem a capacidade de perceber isso, é pq seu organismo está extremamente desregulado e doente. Por isso eu digo que o melhor a se fazer é esquecer que você quer ter 100kg com 6% de BF no natal desse ano, e se focar em como seu corpo reage diariamente nas coisas que você joga nele. Como seu corpo reage a cada alimento que você ingere. Todos aqui devem saber, por exemplo que o tipo de água que você rega as suas plantas faz com que elas sejam mais produtivos ou não, que elas cresçam mais ou menos. Porque você não analisa as coisas em você a partir desse mesmo prisma e percebe que o que vc anda comendo, as calorias vazias e inúteis que vc enfia goela a abaixo todos os dias, estão LITERALMENTE TE ATROFIANDO e fazendo com que permaneça muito abaixo da sua capacidade real.

Existem muitas coisas gostosas e prazerosas de se comer por ai, porém a maioria dessas coisas gostosas e prazerosas tem um valor ou "potencial"nutricional baixo. São as famosas "calorias vazias". Entretanto elas também podem ser úteis na sua vida, desde que você não seja burro e saiba periodizar as coisas e tenha o mínimo de auto controle.

Você gosta disso aqui né o baleião, bola de sebo, aspirador humano, cintura de ovo,  rolha de poço, teta-murcha, bitoneira, mijólão, gametão, Zé da banha,canela de T-Rex escroto do caralho, não é mesmo?

Bem, sendo mais especifico, vou falar de dois momentos que foram bastante contundentes para mim. Uma delas foi a alguns anos atrás que eu achava que estava muito gordo e resolvi secar, obviamente mantendo a maior quantidade de músculos possíveis. Eu tenho 191cm de altura e na época eu tinha algo em torno de 95-96kg e um BF de uns 13-14%, talvez um pouco mais, e aquela pancinha incomoda abaixo do linha do umbigo que muitos tem também, e pouca definição nas pernas e braços. Eu tentei algumas coisas antes que foram estúpidas mas ai eu resolvi fazer o tal jejum intermitente aliado a uma espécie de paleo alimentação na medida do possível (não sou playboy não e nem moro em cidade grande pra comprar todas aquelas frescuras que são recomendadas normalmente). Eu ficava um período de 14-16 horas sem comer, e comia após o treino. Treinava de noite, perto das 19hrs.

Eu tomava vitamina c de manhã e a tarde para reduzir um pouco o cortisol no período de jejum. Ia treinar em jejum mesmo e foi aí, nesse período que eu percebi a inutilidade prática de "refeições pré-treino". No inicia eu sentia um forte desconforto pela fome, mas nunca cheguei e tontear ou passar mal pela falta de comida, isso devido ao fato que biologicamente eu estava bem nutrido mesmo estando com fome. Pra vc que é ignorante e burro e assiste bem estar, saiba que existe uma coisa chamada ciclos circadianos e período "alimentando" fisiologicamente falando. Depois que você come, seu organismo passa as próximas 48-72hrs alimentando, ou seja, retirando o máximo possível dos nutrientes que vc comeu. Mais uma vez, a fome que sentimo de hr em hr é psicológica e foi condicionada pelo nosso conforto e bunda molismo. Depois de um período de adaptação do meu organismo, meus treinos foram ficando até mais intensos que antes, talvez devida a acuidade mental que o jejum lhe proporciona.


Uma das grandes vantagens do jejum intermitente.

Como eu disse, nas primeiras semanas eu sentia muita fome e era difícil não se concentrar nela. Mas depois que eu me adaptei, o que eu notei foi que a clareza e velocidade dos meus pensamentos melhoraram. Eu me sentia mais acordado durante o dia e com mais vigor. Talvez pelo fato do meu organismo estar redistribuindo a energia que seria usada na digestão de alimentos pesados e de alto IG que eu estava acostumado a comer. No período alimentação eu dava preferência a carbos paleo,sempre que possível. Principalmente mandioca, batatas. Carnes era de todo tipo.

Eu chegava do treino, comia uma porrada de vegetais por primeiro enquanto preparava a minha comida. Como eu odeio vegetais, eu usei essa estratégia para conseguir comer, pois quando chegava do treino estava "com bastante fome. Logo em seguida comia a que eu tinha feito, sempre apenas um tipo de carbo. Eu não misturava os tipos de carbo (amido com glicose, por ex). Se hoje eu fosse comer algo com farinha, não comeria algum tipo de grão junto. Isso melhora a digestão e me fazia economizar ainda mais energia. Eu uso dessa lógica até hoje inclusive. Isso eu li nesse livrinho do Rorion Grace e achei bastante interessante. Depois de um tempo eu tomava um shake de proteína. E depois de mais um tempo eu tentava comer mais alguma coisa e mandava uns 5-10 ovos crus, pela praticidade. Eu sei que as proteínas desnaturas são melhores absorvidas. Como eu disse, eu treinava de noite, por causa da minha rotina na época, do trabalho e etc, eu tinha que dormir o quanto antes. Então eu tinha das 20-20:30hrs até 00:00hr mais ou menos para comer tudo que aguentava.

Fiz isso por uns 2-3 meses e fui para 90-91kg mas com uma definição absurda em um BF de 8-9%. Minhas veias dos braços, e abdome ficaram aparentes. Sem camisa eu me sentia incrível mas emagreci muito, perdi muita massa magra nesse processo. O pessoal que me via esporadicamente me perguntava se eu ainda treinava, se eu tinha parado, pq estava mais magro e com a roupa por cima não tinha como perceber a minha definição absurda. Só a dos braços.

Nos treinos evolui muito pouco na força, mas a consciência corporal e capacidade de perceber o trabalho realizado melhorou muito. Na época eu fazia um treino normal de hipertrofia, que por um período de tempo foi de pirâmides decrescentes e depois de uma técnica de intervalos de apenas 30 segundos em todos os exercícios de um mesmo exercício numas 4-5 séries e 90" na troca de exercício. Muito intenso e o treino terminava em 30 minutos ou menos. Eu priorizava exercícios isoladores e nas máquinas nesse protocolo, até pela praticidade e agilidade que eu tinha que ter nas trocas.

Eu estagnei nos 91-kg mas comecei a me sentir mal por me achar muito magro. Ai eu resolvi a começar a comer na hr do almoço, comendo SÓ carne. Não deu muito resultado, continuei com o mesmo peso. Outra coisa que eu gostei muito desse protocolo foi a liberdade que eu obtive com relação a comida. Na mesma proporção que era ruim sentir fome durante o dia, era ótimo não precisar se preocupar com o que ou quanto eu iria comer. Quem faz dieta a tempo sabe que uma liberdade dessas de não precisar se preocupar com comida a cada hora é um conforto enorme. Isso era o que mais me motivava a continuar nesse plano alimentar, fora a economia com comida.

Mas como nem tudo são rosas, devido a minha rotina era quase que impossível eu conseguir as calorias  suficiente em 6-4hrs para aumentar de peso. O máximo que consegui foi ficar estável. Uma pena. Pra você que é um pedaço de merda gordo e escroto, jejum intermitente aliado a dieta paleo com carbos de IG baixo são uma ótima maneira de perder gordura rapidamente. Eu recomendo. Caso queira saber mais sobre esse protocolo, pesquise ai seu vagabundo inútil, a internet é uma grande maravilha acessível a todo tipo de pessoa medíocre e preguiçosa, inclusive você.

Mas pra você que pretende ganhar massa, não é uma boa ideia. Partindo dessa constatação, eu mudei meu plano alimentar para voltar a crescer, sem ganhar muita gordura.

Sendo assim eu passei para um período de ganho de peso que se iniciou simplesmente comendo muito sempre que possível, sem se importar se eram carbos bons ou ruim, e sempre priorizando as proteínas. Dos 91kg eu passei para 98-99kg em aproximadamente 2 anos. Essa relativa demora se deu ao fato que no início da minha transição eu ainda tinha a ideia de se alimentar"cleam", low carb. Eu não queria ganhar gordura, assim fiz um processo lento e gradual. Até uns 95-96kg eu permaneci com o mesmo BF praticamente, mas ainda me sentia uma merda. Ai comecei a comer qualquer coisa mesmo, só para bater mais e mais calorias, ai logo atingi os 98kg.

Duas lições aprendidas nesse período. A primeira é a de que em dietas low carb, se vc é natural e tem uma rotina diária que necessita cumprir obrigações, é bem difícil ganhar uma quantidade considerável de massa. Primeiro que dificilmente você comerá as quantidades de calorias REALMENTE necessárias. Segundo porque comer se torna uma espécie de tortura por vc só comer carne e saladas na maior parte do tempo. Eu particularmente não gosto de comer. Nossa vida iria ser tão feliz e com mais qualidade se não precisássemos comer direto, principalmente se você quer virar um animal. Mas enfim. Comer era uma tortura nesse período, e foi nos outros com vcs verão mais a frente.

Sem grandes progressos tanto no físico como nos treinos, eu parti para a radicalidade e comecei a comer de tudo e foda-se todos. Ai eu ganhei peso mesmo, rapidamente. Como eu disse, comer era um desconforto para mim, pois eu tinha que comer sem estar com fome, muito além do que seria o normal. Por isso eu dava prioridade pra comer coisas que eu gostava, justamente para cumprir esse objetivo. Dando um exemplo rápido, eu fazia algo como comer uns 5-6 ovos logo ao acordar, um tempo depois uns 2 pastéis (adoro pastel, pqp!) e mais qualquer coisa que eu ficasse com vontade. Meio dia almoço com tudo que tivesse direito, menos saladas. De tarde mais lanches com comida que eu gostasse, normalmente frituras, ou algum tipo de doce, 6 horas, ovos fritos ou mexidos com bacon ou com qualquer coisa que eu estivesse afim. Pós treino as proteínas em pó, janta parecida com o almoço, tudo que tivesse afim até passar de não querer mais. Comia literalmente empurrado, essa refeição era uma tortura bem na verdade. E mais ovos crus antes de dormir.

Atingi o objetivo que era ganhar peso, mas o "overall" disso foi uma merda completa e um semi desastre na minha opinião. Comer como o macaco bostileiro médio só podia resultar em cagada para quem tenta se superar de toda forma.

Lógica alimentar do HuehueBR

Primeiramente que não deve ter sido difícil de perceber que muitos desses kg a mais foram de gordura. Mas até ai tudo bem, pq estava com um BF baixo então eu estava cagando pra isso bem na verdade e esse não foi o ponto pior apesar de ser negativo também. Outra lição aprendida nessa faze foi justamente sobre gordura e aumento de peso e abdome.

Como todo fracote mangolão e idiota que tem por ai, eu queria ficar mais forte e maior, porém mantendo o abdome "trincado"como dizem por ai. Por isso patinei por alguns anos no mesmo peso praticamente, sem nenhum ganho expressivo. Isso é absurdamente imbecil de se fazer, se você quiser realmente ficar grande. Isso não passa de um condicionamento narcisista e semi- homossexual ao qual estamos sujeitos devido a falta de virilidade geral da nação. Somos tão frescos e bundas mole que achamos que precisamos de tanquinho pras gatinhas olharem para nós, ou para termos algum tipo de moral no meio físico. Isso é culpa também dessa onda de querer se parecer com as celebridades "fitness", na sua GRANDE maioria com corpos "comerciais", justamente para vender mais roupas cretinas coloridas e afrescalhadas.

Não mais um "ideal" para eu.

Atletas men´s physique tem corpos incríveis realmente, talvez o tipo que as vagabundas  baladeiras que vc quer impressionar mais se sintam atraídas. Mas como eu disse, ATLETAS!!!! do esporte e essa é a diferença que eu não entendia e você também não percebeu, seu paspalho. E atleta no esporte significa para mim, muitos e muitos anos de treino e uma constituição de força bruta em algum momento para ai sim esculpir da forma que é conveniente. Guarde todo aquele mimimi e pau molismo sobre "ain esteroides isso, esteroides aquilo" pra você, o filho da puta frouxo do caralho. Não vou entrar nesses méritos simplesmente pq drogas sem um esforço e empenho insanos não significam nada. Um treinador dizia que "os campeões num mundo sem esteroides seriam exatamente os mesmos de um mundo cheio deles".

Citando um breve relato, eu lembro dum sujeito que era mediando na academia. Ele achava que era o Felipe Franco mais ou menos, mas não tinha absolutamente nada de especial, no máximo vc diria que o cara devia ir na academia a alguns anos. Uma amiga minha farmacêutica disse que esse paspalho ia todo dia na farmácia para ela aplicar nele durateston e mais um monte de coisas. Ou seja, o cara era mais um idiota igual vc que acha que esteroides são uma espécie de pó magico que vc injeta no cu e do dia para  noite vc se transforma de um físico saco de tosco merda flácido, fraco e raquítico para algo como Stan Efferding. Patético. Reveja os seus conceitos. E também não entro nesse assunto pq não tenho conhecimento sobre como funciona nem o que fazer direito, então vão a merda com isso.


Drogas vão te transformar nisso se vc continuar sendo apressadinho histérico imbecil de mente fraca igual vc é hoje. 

Eu passei a comer como um animal (assim eu pensava pelo menos) não me importando tanto com o abdome. Cresci, como já disse, mas o problema maior foi o relaxo e a letargia constante que me afetava constantemente.

Eu ficava quase que o tempo todo com preguiça, me sentindo uma merda. Minha libido caiu, meu desempenho caiu em todas as áreas. Eu ia no banheiro umas 3-4x no dia. Parei de suplementar minimamente decentemente por causa do relaxo que cagar pra dieta causou.

Quando vc resolve viver de uma forma relaxada em algum aspecto, este aspecto vai puxar todo o resto. Isso é extremamente importante e vc precisa entender que ser relaxado com o treino por exemplo, vai fazer consequentemente que vc seja relaxado com a dieta, e assim sucessivamente vc vai ser relaxado consigo mesmo nos mais diversos aspectos. Vai ser relaxado no trabalho, nos estudos, nas amizades, nos pensamentos. Relaxo, pouco empenho, falta de comprometimento consigo é uma espécie de câncer que vai tragando tudo em vc até vc voltar ao estado atual de fracasso e mediocridade comum ao brasileiro. Concomitantemente a isso, eu caguei pra as leituras, o trabalho era meio que empurrado, estudo muito mais, relacionamentos se resumiam a golaiada todo fds, brigas, confusões, coisas idiotas que eu comecei a fazer, etc. Devemos eliminar o relaxo, ou seja, a fraqueza mental em todos os aspectos possíveis. Essa é a lição que vc precisa entender. 

Minha alegria de ver os dígitos subindo era suprimida pela queda no desempenho, muito aquém da época do jejum intermitente. Mas eu segui assim pq eu não aceitava mais ter 191cm e menos de 100kg. Mas eu comia, comia, comia de tudo e não passava de 98kg.

Meu desanimo vinha se acentuando e chegou a um ponto em que eu comia só 3x ao dia, como qualquer outro, comia bem menos proteína e fiquei umas 2 semanas sem treinar. Simplesmente cansei e resolvi me dar uma folga, pois em pelo menos 5-6 anos, não faltei mais que 1 semana nos treinos, nem depois que eu sofri um rompimento de tendão. Ia treinar com o gesso mesmo. Vou falar disso em um tópico especifico.


Meu blog tem o selo "Chaos and Pain" de qualidade.

Mas eu precisava vencer alguns paradigmas internos meus. Eu precisava encontrar uma forma de ganhar mais peso e parar de me sentir um saco de merda durante todo o dia e noite. Precisava me sentir foda e viril como na época do jejum intermitente mas ganhando peso. Como todos aqui já perceberam eu sou um grande fã do James Lewis e Daniel Castro. E ambos provocaram uma revolução infinitamente POSITIVA no meu entendimento sobre dieta e sobre treino. Ai que eu tentei coisas novas e radicais e tudo começou a andar para frente novamente.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Por que você deveria tentar coisas novas PT. 1

Eu já treino a um bom tempo e em um período relativamente recente as coisas estevam difíceis para mim no quesito ir treinar todos os dias. Por mais que eu sempre tenha me dedicado e realmente goste de ir treinar, dias de preguiça e falta de vontade eram frequentes. O tédio se apoderava recorrentemente nos meus treinos. E isso era ruim. E eu precisava fazer alguma coisa sobre isso. Nesse artigo eu vou falar coisas que eu fiz e que eu não faço mais, o porque que eu mudei e etc. Como eu sempre digo, caso você venha fazendo algo que você sente que é estúpido, simplesmente pq leu em algum artigo, ou algum guru disse que é obrigatório, você deveria rever o entendimento que tem de si mesmo como ser humano.

Uma das coisas que me atrapalhavam muito, e sempre acabava tirando meu ânimo em treinar era a necessidade da tal "refeição pré-treino". Eu acreditava que poderia passar mal, caso não comece alguma coisa entre uma/duas horas antes do treino. Isso é absurdamente imbecil, uma vez que se você se alimente minimamente decentemente não há a necessidade real disso. A fome que sentimos é uma fome psicológica, e não de falta de nutrientes a nível de risco de vida. Com as reservas de glicogênio hepático e muscular carregados, podemos ficar dias sem comer, antes de começarmos a sentir algum problema real. Mas o fato é que a obrigatoriedade de refeições pré treino, como é amplamente divulgado, é uma coisa idiota, e pode ser que mais te atrapalhe do que lhe beneficie.

Eu já fiz o protocolo de alimentação de jejum intermitente e ia treinar pesado em jejum, e nunca morri por causa disso, e nem passei mal. Senti um desconforto e queda no desempenho, é claro, no início. Mas isso em questão de duas semanas tudo voltou ao normal. Hoje em dia, é absolutamente comum eu ir para o treino sentindo uma leve fome e treinar muito melhor do que treinava com a pança cheia. Só para constar atualmente estou ganhando peso, antes que algum paspalho diga que "se fizer isso vai catabolizar". CATABOLIZAR É O MEU PAL DE RAYBAN, FILHO DA PUTA.


Será que isso é realmente necessário?

Obrigatoriedade de refeições pré-treino é uma das coisas mais estúpidas que é ensinado por ai. Não passa de mais uma artimanha dos "especialistas" para te empurrar mais e mais suplementos. Use o cérebro ora porra. Sem contar que há uma infinidade de variações e de alimentos ideias que devem ser ingeridos, que não devem. Uns dizem uma coisa, outros dizem outra totalmente oposta ao que foi dito antes. Ou seja, bem no fim você acaba mais confuso que antes de ter ido procurar sobre isso. Se a refeição pré-treino vem sendo um fardo para você, não se sinta culpado em deixar de lado essa "necessidade". Como sempre digo, TESTE AS COISAS POR SI MESMO e veja como você se sai, antes de aderir o que um almofadinha engomadinho disse que você deveria fazer, sem ao menos te conhecer.

Outra coisa importante que eu fiz, que me fez evoluir nos treinos foi parar de treinar com pessoas que tem a mentalidade de fracassados sem vida, que vem dificuldades em tudo e tem preguiça de viver. Se você é um leitor do blog, já deve saber que para sermos considerados como homens, precisamos ter o controle da nossa própria vida nas mãos, e deixar de conviver com pessoas que apesar de serem "gente boa", você sente que te deixam pra baixo, não te agregam em praticamente nada de útil, que tem uma negatividade constante é um dever e uma necessidade sua, a partir do momento que você vive conforme os seus princípios, e principalmente a partir do momento que você decidiu não compartilhar mais de mediocridade geral.

Algumas pessoas, por mais que sejam boas pessoas, tem uma mentalidade de ovelha, que não tem inciativa para praticamente nada, e sempre prezam por fazer as coisas com mais conforto e segurança e principalmente, não te desafiam a tentar se superar. De que serve um amigo que não te jogue na cara o quão ridículo você é, mas ao mesmo tempo lhe ajude a sair dessa situação? E isso é um problema ainda maior se tratando de treinamento. Você precisa ser constantemente desafiado, seja com mais peso na barra, mais repetições, ou uma soma dos dois e mais alguma coisa insanamente perigosa que te ponha em risco de vida. Só assim seu corpo se sentirá desconfortável ao ponte de ter que ficar maior e mais forte para aguentar o tranco. Enquanto ficar na sua "zona de conforto", se convencendo que seu treininho 4x8-10 é o suficiente e você não pode fazer nada mais que isso, você será fraco. E muitos "parceiros" de treino te convencem do mesmo. E isso você precisa identificar e eliminar da sua vida, por mais difícil que seja começar a treinar sozinho. Algumas pessoas simplesmente tem preguiça de viver e se sentem bem com isso, e você precisa identifica-las e fugir delas como gatos fogem de banhos. Isso se você mesmo não for essa pessoa.

Será que isso é realmente necessário? 
 A busca por conforto em todas as horas, inclusive na hora do treino fará com que você e seu parceiro de treino busquem um amenizar a dificuldade do outro em forma de "ajuda" em demasia nos exercícios, seja para inflarem os próprios egos, colocando  um peso ao qual você não consegue mover de verdade, ou seja por falta de rigidez mental que faz com que vocês fujam de coisas desafiadoras e um conforte o outro na percepção de dores e problemas insignificantes, na tendência a criticar tudo e todos a sua volta e na mediocridade.

Como eu disse, e "ajuda" nos exercícios pode se tornar um grande problema se você quer ser um cara forte e for feita de forma errada. E isso foi um erro que me cobra um preço alto até hoje, e bem na verdade sempre cobrará. Hoje eu treino sozinho, inclusive nos dias de peito e eu considero meu supino ridículo, justamente por ter treinado anos e anos afio com ajuda, não criando, principalmente uma força mental para se tornar realmente forte nesse exercício. Nos dias que meu parceiro de treino faltava e era treino de peitoral, eu não conseguia sentir praticamente nada do treino, fazia um trabalho de merda pq tinha MEDO de me enforcar no banco. Além de ser dias que meu ego era fortemente ferido, pois com a ajuda do "parceiro" eu puxava até 40 (QUARENTA) quilos a mais. Quando eu ia treinar em outras cidades, qualquer grupo muscular que fosse, eu sentia que a intensidade era infinitamente menor. Porque eu estava condicionado a precisar de ajuda em tudo. Relembrando hoje, eu vejo que isso é absolutamente ridículo e fruto de uma covardia e necessidade de permanecer na zona de conforto impressionante da minha parte. Eu tenho vergonha de mim mesmo muitas vezes.

Fora o fato que eu sempre tinha que motivar o sujeito, planejar absolutamente tudo do treino, (dieta, metodologia, dias de descanso, etc)  pois este não tinha iniciativa e sempre chegava com sono e desanimado. Isso é minha profissão hoje, mas um parceiro serve para te dar perspectivas diferentes e ter opiniões próprias, te desafiar de algum modo, mesmo que tenha menos conhecimento em determinado assunto. Mas como eu disse, mantinha as coisas desse jeito pq afinal, ele era meu "amigo" e um cara legal. Que bela merda.

Por isso se cercar de pessoas que tenham uma mentalidade alinhada com suas crenças, e que te MOTIVEM, TE DESAFIEM de verdade a evoluir é fundamental. E não pense que eu estou jogando a culpa da minha paspalhice nos outros. Não, isso foi e é culpa invariavelmente minha, por ter sido covarde e conivente com isso. Hoje eu treino sozinho, já quase me matei algumas vezes fazendo supino, OHP e agachamento, mas minha evolução foi estrondosamente maior, tanto em força REAL como na aparência, que todos falam que deu um salto gigantesco depois que comecei a treinar sozinho e com um protocolo de treino diferente que vou falar a diante. Os treinos são mais gratificantes pq eu sou a melhor pessoa para me desafiar,e é isso que eu faço, ao mesmo tempo que sou o melhor para reconhecer meus limites.

Mas não me entenda mal, um parceiro pode ser ótimo, principalmente se você é um neófito na academia. Só tome cuidado com as pessoas que te cercam, pois como já sabemos, você é fruto do nutrimento e do ambiente que propicia  a si mesmo.  Se cercar de pessoas comuns, que pensam como pessoas comuns, que vivem como pessoas comuns, te tornará comum e fraco e isso não é o ideal.

No próximo post eu falarei sobre meu protocolo de treino e dieta, o pq eu mudei e qual os benefícios. Fiquem de olho mongolões.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A Sociedade Masturbatória dos Bonobos

Retirado de LEGIO VICTRIX

por Jack Donovan




O que aconteceria se os homens, de tão mal-acostumados, arregacem e se rendessem incondicionalmente às mulheres? Como funcionaria uma sociedade assim? A teoria evolutiva do investimento parental sugere que, em virtude do alto custo da reprodução, os membros do sexo que fizer o menor investimento parental disputarão o acesso sexual aos daquele que fizer o maior. No caso dos seres humanos e da maior parte dos mamíferos, as fêmeas é que se veem obrigadas a fazer o maior investimento na reprodução.

Não bastasse passarem nove meses carregando o filho no ventre, as fêmeas humanas ficam extremamente vulneráveis e têm mais dificuldades de deslocamento, nos últimos estágios de gestação. Mesmo dar à luz é uma coisa traumática, e, no passado, as mortes ocorridas durante o parto eram mais corriqueiras que hoje em dia. Depois disso, a mãe continua especialmente vulnerável por um curto período de tempo, ao passo que a criança, extremamente vulnerável nos primeiros meses, continua vulnerável por vários anos. Também a amamentação é um investimento que se exigia das mães humanas até bem pouco.

Para os machos, essas coisas comparativamente fáceis. Podemos transmitir nossos genes em questão de minutos e, depois, sumir do mapa — a não ser que sejamos persuadidos a não ir muito longe, seja pelas próprias fêmeas, pelos controles socais ou por pais de trabuco na mão.

A evolução dos machos humanos os levou a disputarem o acesso às fêmeas, por causa do prêmio valioso que é o investimento reprodutivo delas. Os machos até poderiam viver no mundo exclusivamente masculino da gangue, mas as fêmeas representam quase que literalmente o futuro. Os homens traçam um perímetro e estabelecem a segurança; criam os rudimentos de uma hierarquia, de uma ordem e de uma cultura seminal, que contrapõem nós e eles. Para perpetuarem o nós, os homens precisam de mulheres — daí tentarem bolar como consegui-las e como ter “acesso a seu investimento reprodutivo”. Major West, personagem do filme de zumbis Extermínio, conta uma história que lembra a da fundação de Roma. Em poucas palavras, ele explica a razão para o rapto das sabinas:

“Há oito dias, eu encontrei o Jones com uma arma enfiada na boca. Ele disse que ia se matar porque não havia nenhum futuro. O que eu podia dizer para ele? Ou lutamos com os contaminados, ou esperamos até que a fome os mate... e depois? O que nove homens podem fazer a não ser esperar a própria morte? Eu os tirei do bloqueio, fiz a transmissão no rádio e prometi mulheres para eles. Porque mulheres são o futuro.”

O Código dos Homens é o Código da Gangue, mas uma gangue só de homens não tem futuro nenhum. Uma gangue exclusivamente masculina acaba junto com a morte do último homem. Os homens querem ser lembrados, querem que sua tradição sobreviva — e querem sexo. Em última instância, esses mecanismos e desejos psicológicos lhes dão a chance de transmitirem seus genes. Numa disputa por recursos, inclusive por mulheres, a melhor estratégia para uma gangue de homens é criar uma hierarquia patriarcal, eliminar as gangues rivais vizinhas, tomar suas mulheres e protegê-las das demais gangues rivais. É exatamente isso que fazem muitas tribos primitivas. Trata-se de uma estratégia básica de gangue.

E o que acontece quando a disputa por recursos é drasticamente reduzida? O que acontece quando as mulheres fazem as coisas de seu jeito? Dois de nossos parentes primatas mais próximos, chimpanzés e bonobos, ilustram algumas das diferenças entre os hábitos dos homens e os das mulheres.

O argumento de Richard Wrangham e Dale Peterson é que, apesar das teorias culturais deterministas e da quantidade de ilusões sobre o pacifismo dos matriarcados pré-históricos, evidências evolutivas, arqueológicas, históricas, antropológicas, fisiológicas e genéticas sugerem de forma inequívoca que os seres humanos sempre foram uma espécie patriarcal, um grupo-subgrupo unido pelos laços entre machos e envolvido regularmente em coalizões com finalidades violentas. É uma conclusão corajosa, tendo em vista que os dois autores parecem sinceramente contrários à violência. Na qualidade de autodenominados feministas evolutivos, eles oferecem sugestões de como poderíamos dar um basta à violência masculina, agora que os homens têm os meios de descarregar seu ódio de uma forma bem mais destrutiva que a que permitiam os braços fortes e armas toscas de seus primitivos ancestrais. À parte a adoção da procriação seletiva para reduzir as violentas tendências alfa dos machos — programa que parece estar em andamento, muito embora acidentalmente — e o estabelecimento de um governo mundial, eles sugerem que busquemos orientação nos dóceis macacos bonobos.

Chimpanzés e bonobos são parentes próximos dos seres humanos. Ambos têm muito comum com as pessoas, mas quando se trata de estruturas sociais, aqueles estão mais aptos a viver em subgrupos, sob a liderança de uma hierarquia de machos, ao passo que a tendência dos bonobos é viver em grandes grupos mais estáveis, com um número maior de fêmeas; e são as fêmeas que mantém coalizões, para impedir a violência dos machos. Os chimpanzés se organizam em prol dos interesses reprodutivos dos machos e os bonobos, em prol dos interesses das fêmeas. Os chimpanzés observam o Código dos Homens. Os bonobos observam o Código das Mulheres.

A ORGANIZAÇÃO DOS CHIMPANZÉS




Os chimpanzés podem se misturar em grupos maiores, se puderem fazer alianças e se houver comida farta. Chimpanzés e seres humanos preferem comida de qualidade, e os chimpanzés machos saem efetivamente à caça de carne, em especial a carne dos macacos colobus-vermelhos. Os recursos sendo escassos, eles os disputam se dividindo em subgrupos. Essa estrutura social é chamada “grupo-subgrupo”, por causa da flexibilidade no número de membros. Sob pressão, eles revertem aos subgrupos patriarcais comandados por parentes machos e aliados unidos pelos laços entre machos. As fêmeas passam (e são passadas) de subgrupo em subgrupo. Os machos disputam o acesso sexual às fêmeas, mas eventualmente também as cortejam e as escoltam para longe da violência da competição masculina. Às vezes, as fêmeas sem filhotes se juntam aos machos nas atividades de caça e incursão. Na hierarquia social dos chimpanzés, as fêmeas se subordinam aos machos e têm de demonstrar submissão. Quando o macho jovem chega à idade adulta, é comum que faça um estardalhaço e passe a querer mandar nas fêmeas, até que elas o reconheçam como macho adulto. Depois que ele consegue, para de criar caso. Contudo, os chimpanzés espancam as fêmeas, esporadicamente, para manter o prestígio e mostrar às garotas como é que a banda toca. 

Os machos que chegam à idade adulta passam um bocado de tempo juntos, mas também passam muito tempo disputando prestígio entre si. Essas disputas costumam ser violentas, e, em raras ocasiões, soube-se de dois machos que fizeram uma aliança para matar o macho alfa. É possível que os seres humanos reconheçam isso como parricídio ou tiranicídio. Para os chimpanzés, disputas internas importam menos que a disputa com outros grupos. Chimpanzés e seres humanos são as duas únicas famílias dos grandes primatas cujos machos formam coalizões para sair em incursões ou para eliminar os membros de um subgrupo vizinho. Em certas ocasiões, os chimpanzés alfa reúnem os outros machos, vão à fronteira de seu território e tentam capturar e matar um membro desprevenido com a estratégia de “guerra furtiva”, comum entre seres humanos primitivos também envolvidos em incursões de guerrilha. Com o tempo, os machos abatem todos os machos do subgrupo vizinho, absorvem a seu próprio subgrupo de fêmeas remanescentes e acasalam com elas. Em razão de caçarem, os chimpanzés têm de estar dispostos a pôr de lado as disputas internas e manter sólidos laços entre si. Escreve o primatólogo Frans de Waal: 

“... a psique do chimpanzé macho, forjada em milhões de anos de beligerância intergrupal em seu habitat natural, se divide entre a concorrência entre eles, os machos contam uns com os outros contra o mundo externo. Nenhum macho sabe quando precisará de seu maior adversário. É claro que é justamente essa mistura de camaradagem e rivalidade entre os machos que faz com que a sociedade dos chimpanzés seja tão mais familiar para nós que a estrutura social dos outros grandes primatas.

A ORGANIZAÇÃO DOS BONOBOS


Qualquer semelhança com a "pátria educadora" é mera coincidência. 

Os bonobos se alimentam de muita coisa da qual os chimpanzés gostam, e também comem carne quando encontram. Mas uma vez que os bonobos não compartilham território com os gorilas, conseguem comer os mesmos tipos de erva de que aqueles se alimentam. Wrangham e Peterson acham que essa é uma das principais diferenças entre os chimpanzés e os bonobos. Os bonobos dispõem de uma fonte de alimentos essenciais fáceis de achar, não têm de disputar recursos nem quando muitos desses alimentos estão fora de estação — daí conseguirem relaxar parcialmente o ano inteiro, desfrutando da paz proporcionada pela fartura. Embora disputem prestígio, os machos parecem menos preocupados com essas coisas, que não dizem muito para eles. 

Os bonobos não disputam parceiras. Cada macho só faz esperar por sua vez, e as fêmeas recebem de bom grado qualquer um que as procure. Para os bonobos, o sexo é social, e eles mantém relações tanto heterossexuais quanto homossexuais. Os machos ignoram quais são suas crias, qualquer um dos filhotes pode ser seu. Sobra para a mãe todo o investimento parental. Os machos bonobos sabem quem são suas mães e permanecem ligados a elas a vida inteira; não raro eles as acompanham por toda parte ao longo de toda a idade adulta, e elas intervêm em conflitos em nome deles. Entre os bonobos, os machos não passam muito tempo juntos, mas as fêmeas criam sólidos laços de amizade entre si, Quando os machos começam uma encrenca, elas se juntam em bando e dão logo um chega-pra-lá. As fêmeas bonobos é que mandam. Quando um grupo entra em contato com outro, elas se encarregam de selar a paz e, em geral, passam a fazer o hoka-hoka — que é como os nativos chamam a relação entre as bonobos fêmeas. Depois, acasalam com os machos do outro grupo. Os machos de seu próprio grupo só fazem ficar ali à toa observando, dar de ombros e, por fim, entrar na dança. 

UM CONFLITO DE INTERESSES


Bonobos e chimpanzés são adaptados para ambientes diversos, e suas estruturas sociais são influenciadas pelo que esses ambientes têm a oferecer. A sociedade dos bonobos privilegia o interesse das fêmeas. As coalizões entre elas prevalecem na política, e seus laços são mais importantes que os laços entre machos. Estes são ligados a suas mães e ignoram quem são seus pais. As fêmeas ficam juntas o resto da vida. Na sociedade dos chimpanzés, as fêmeas ficam meio que isoladas, e permanecem com suas crias enquanto estas forem pequenas; já os machos se dedicam tanto à rivalidade quanto à camaradagem, e permanecem com seus pais, irmãos e amigos o resto da vida. A sociedade dos chimpanzés privilegia o interesse dos machos.

Wrangham e Peterson acreditam que os bonobos oferecem um "caminho triplo para a paz", tendo em vista que conseguiram reduzir a violência entre sexos, reduzir a violência entre machos e reduzir a violência entre comunidades. Em resposta à destruição em massa inerente às guerras modernas, muitos homens têm procurado meios de abandonar o “sistema de hostilidades”, a serviço do patriarcado, e se orientado com as mulheres sobre a formação de coalizões e a descoberta de um estilo de vida mais pacífico.

Quem acredita que a hostilidade humana é de certo modo artificial não encontrará, na história das ciências, muito apoio objetivo para essa teoria. As sociedades humanas são complexas, e certos aspectos do padrão de comportamento dos bonobos e dos chimpanzés são bastante familiares. Só que a agressão masculina, a violência das coalizões masculinas e a ascendência política masculina foram todas elas identificadas como “universais humanos” — o que significa dizer que evidências desse comportamento foram encontradas, sob diferentes formas, em quase toda sociedade humana já estudada.




Em razão de se desenvolverem num território restrito e abrigado, os bonobos só passaram a ser estudados pelos cientistas como espécie à parte e distinta na década de cinquenta. O território dos chimpanzés é bem maior, e eles se adaptaram a ambientes mais diversos. É evidente que seres humanos e chimpanzés têm mais em comum, em termos de organização social. Embora os humanos sejam mais inteligentes e se organizem em arranjos sociais bem mais complexos que os dos chimpanzés, é provável que os laços entre machos e a violência das coalizões masculinas tenham sido características constantes das sociedades humanas e pré-humanas.


Essa tabela mostra as diferenças entre os diversos aspectos das sociedades de chimpanzés e das sociedades de bonobos — ela mostra dois caminhos, dois extremos.
Alguns pesquisadores sugerem que os bonobos não assim tão pacíficos quanto Wrangham e Peterson acreditavam, mas o que de fato parece claro é que são mais pacíficos e matriarcais que os chimpanzés, e que seu estilo de vida é semelhante à minha descrição. Tomados como uma metáfora do que ocorre aos homens que vivem na paz e na segurança proporcionadas por uma fartura como a nossa, os hábitos dos bonobos parecem assustadoramente familiares.


Então a maioria dos homens de hoje em dia não é composta de filhinhos de mamãe mimados, desprovidos de figura paterna, desprovidos das atividades de caça e combate e de laços fraternos, e cuja masculinidade só encontra vazão no sexo promíscuo?


Esse tipo de "homem" que a sua filha idolatra, caro colega.
Exemplos de masculinidade nos dias atuais. 

As guerras contra outros homens são uma coisa que cada vez menos de nós conhecemos. O recrutamento obrigatório para a Guerra do Vietnã acabou no ano anterior ao de meu nascimento. Dessa época em diante, os EUA tiveram sucesso em formar uma classe de soldados profissionais, que travam combates em terras distantes no lugar do governo. O americano médio sabe mais de basquete universitário que de qualquer conflito além-mar.

Assim como os bonobos, não temos de nos preocupar com a fome. Mal e porcamente temos razões para levantar da poltrona. Até a recente recessão prolongada, era razoavelmente fácil arranjar emprego, e quase todo homem disposto a trabalhar era capaz de conseguir uma vaga. Programas de bem-estar e assistência social oferecem redes de proteção para muitas outras pessoas, e são poucos os americanos de hoje que se criaram numa casa que não tivesse televisão. Fome, pobreza e desespero de verdade, do jeito que os africanos conhecem, são raros até para quem é oficialmente considerado pobre. Doenças que dizimaram populações do passado hoje têm tratamento, e as pessoas chegam a se recuperar por inteiro de ferimentos que teriam sido fatais cem anos atrás. Se tem uma coisa que ilustra a fartura surreal de que desfrutamos hoje em dia, é o fato de enfrentarmos problemas como epidemia de obesidade. Ou seja, a pessoa consegue ficar sentada em casa, comendo, até ficar tão gorda que nem dá mais para se mexer.


Os americanos estão obesos, em parte, porque simplesmente não fazem o suficiente. É difícil encontrar um emprego no qual se tenha de fazer o tipo de trabalho estafante de nossos ancestrais. Sei disso porque sou daquele tipo de pessoa para quem um emprego temporário cavando fossos parece uma diversão. E olha que cheguei a procurar. Nosso corpo é dotado de uma tremenda capacidade de trabalho, quando estamos condicionados para isso. O corpo humano é feito para trabalhar arduamente. Quando não se tem trabalho a fazer, a saúde física deteriora. Os médicos têm de mandar as pessoas fazerem caminhadas como se fosse alguma espécie de inovação na tecnologia de exercícios físicos. Uma vez, observei assombrado um personal trainer conduzir autoritariamente uma parelha de uns quarenta e poucos adultos, numa caminhada nas imediações da própria vizinhança deles. Era um passeador de cães humanos a setenta e cinco dólares por hora.


Homem comum de hoje

O restante de nós vai à academia “malhar”, que é só um substituto para a execução de trabalhos físicos. Pessoas que vivem de responder e-mails vão a um prédio especial onde enganam o corpo, fazendo-o achar que elas estão de fato executando o tipo de trabalho para o qual a evolução as preparou. Atividades como treinar com sacos de areia, levantar pedras e correr descalço estão virando coqueluche. É só uma questão de tempo até aparecer alguém que bole um jeito de comercializar mais um modismo fitness, que ponha as pessoas para correr de lá para cá lanceando mamutes de mentirinha. E, contudo, somos bons à beça em conceber formas inventivas de masturbar nossa natureza primitiva com a “segurança” de prazeres virtuais, vicários e abstratos. O objetivo da civilização parece ser o de eliminar o trabalho e o risco, só que o mundo mudou mais que nós. Nosso corpo suplica por trabalho e sexo, nosso espírito suplica por risco e conflito.


Isso é um tipo de desafio para o ser humano moderno. 

Sempre me pareceu surpreendente que, mesmo nas mais populares de nossas concepções futuristas, não fôssemos capazes de eliminar o conflito — como na série Jornada nas Estrelas, por exemplo. Por alto, ela é um sonho modernista, feminista, igualitário. Homens, mulheres e povos de todas as raças trabalhando lado a lado numa meritocracia mundial, com o objetivo de levar a paz a todo o universo. Mas nossa fantasia é o conflito, não a paz. Se não houver conflito entre nós e eles não haverá trama. Em Jornada nas Estrelas, eles estão sempre em luta com alguém. Muita gente sente atração por essas platitudes pacifistas, iguais às que se ouvem na música “Imagine”, de John Lennon; só que as pessoas não são assim tão boas nem têm tanto interesse em imaginar um futuro sem conflito. Se escrevessem uma série de ficção científica que não tivesse conflito, será que alguém assistiria? Nossa sociedade não tem tolerância quase nenhuma com a violência física não sancionada. Crianças são expulsas da escola quando brigam, e uma coisa historicamente banal como um arranca-rabo entre bêbados desarmados é capaz de mandar um homem para o juiz ou para a prisão.


À medida que as coalizões femininas, os políticos alcoviteiros e os homens acovardados se organizam para nos proteger de nosso mundo, para criminalizar as armas e regulamentar os esportes violentos, os homens recuam para redutos de masculinidade virtual e vicária, como videojogos e simulações de jogos de futebol americano, que é tudo o que sobrou para eles.




As pessoas também estão buscando outras formas não violentas de risco simulado e aventura “segura”. De paraquedismo ebungee-jumping a montanhismo guiado e corrida de aventuras, homens e mulheres têm bolado um número cada vez maior de simulacros da vida humana primitiva. Homens e mulheres são dotados de impulsos semelhantes, mas em graus diferentes — e o que percebi, quando participei de corridas de 5K, dos CrossFit e da “Warrior Dash”, é que, depois que a novidade esfria, é comum a presença ser cada vez mais feminina. Mesmo que algumas mulheres participem de forma competitiva, um número bem maior atribui à experiência um caráter social e emocional, parando a meio caminho para animar as amigas e incentivar seu esforço. Minha impressão é a de que muitos maridos e namorados reconhecem a natureza masturbatória, “de bem com a vida”, dessas atividades e dão de ombros, se perguntando porque eles deveriam atravessar correndo um lamaçal a uma temperatura de mais de 30º, sem razão nenhuma. Do ponto de vista evolutivo, faz sentido as mulheres tenderem a preferir e se sentir mais satisfeitas com simulações de risco “seguras" e “divertidas”, enquanto os homens desejam disputas reais, com riscos reais e a possibilidade real de ganhar prestígio. Raramente o exercício que é cuidadosamente orquestrado, higienizado, acolchoado, segurado e autorizado se compara à fantasia de ação viril e risco significativo. Nos videojogos os homens pelo menos vivenciam uma morte virtual.


É o que nos resta

À medida que foi diminuindo a disputa física por recursos, o sexo foi se tornando cada vez mais social — que é o que acontece com os bonobos. Homens e mulheres se juntam para satisfazer seu impulso primitivo de reprodução. Para o desgosto dos reformistas da masculinidade, as mulheres ainda respondem sexualmente àqueles traços e comportamentos “alfa” que teriam feito dos homens bons caçadores e combatentes. Para as mulheres, as demonstrações de força, coragem e destreza são sinais de superioridade genética e de um acentuado prestígio masculino — inclusive para aquelas que não têm planos de reproduzir. Os homens estão atrás de mulheres que pareçam amáveis e férteis, e elas empulham o cérebro de macaco deles com batom, lipoaspiração e seios de silicone. Hoje em dia, o sexo é cada vez mais desconexo do acasalamento, e para muitos virou uma questão de “se masturbar com o corpo do outro".

Em muitos casos, o que esse corpo tem a oferecer é desapontador, se comparado ao sexo isento de riscos que os homens podem ter virtual e vicariamente, com pornografia de alta qualidade e acesso imediato. Em 2003, a feminista Naomi Wolf e o escritor David Amsde disseram que a experiência da simulação de sexo estava fazendo os homens se desinteressarem do sexo com mulheres de verdade, que se sentiam obrigadas a disputar a atenção deles com a pornografia.

2003... Não faz tanto tempo assim que as pessoas ainda pagavam efetivamente por pornografia, e arquivos de um gigabyte ainda pareciam enormes. Hoje em dia, os jovens podem baixar pornografia de alta definição em segundos e assistir na mesma TV deslumbrante, de tela enorme, que compraram para assistir ao Super Bowl. A New York Magazine investigou esse assunto em 2011, com a reportagem “He’s just not that into anyone”, na qual o autor relata que tinha fingido um orgasmo numa relação sexual real, mas que não tinha problema nenhum em atingi-lo quando assistia a pornografia. Alguns homens entrevistados para a matéria disseram que vinham sofrendo com disfunção erétil durante as relações sexuais reais, outros contaram que tinham de se recordar de cenas de pornografia para conseguir gozar, quando trepavam com as esposas. O cantor John Mayer confessou à revista Playboy que, certos dias, antes de se levantar da cama, era provável que ele já tivesse visto fotos de umas trezentas vaginas.

Nosso mundo não está oferecendo aos homens outros meios de obterem um desempenho viril, nem uma experiência vital. O que o mundo moderno tem a oferecer ao homem comum são mil e um métodos seguros de enxotar seu cérebro de macaco para o esquecimento.

Não é de surpreender que alguns homens, naqueles momentos de lucidez entre uma e outra masturbação inspirada por diversas formas vicárias de sexo e violência, se façam a mesma pergunta que, segundo Betty Friedan, as donas de casa instruídas andavam se fazendo na década de cinquenta:


— É só isso?


Nascemos na fartura proporcionada pela paz, numa economia de prazer, numa sociedade masturbatória de bonobos. O futuro que a elite de nossos adestradores nos reserva só apregoa mais do mesmo, ou seja, mais prazer indiferente, menos risco, liberdade da necessidade, mais masturbação. Os reformadores da masculinidade nos oferecem a oportunidade de combatermos batalhas metafóricas, mas, no mundo real, as batalhas mais importantes serão “travadas” entre a elite da burocracia e os gestores especialistas e abastados, que acham que sabem o que é melhor, enquanto o resto de nós se arrasta num emprego tedioso, isento de riscos, no qual fazemos um trabalho idiota e ficamos de olho no relógio, ansiosos para voltar para casa e nos render furiosamente a qualquer forma de experiência primitiva vicária ou virtual que nos proporcione um orgasmo.

Jornalistas cosmopolitas de escolas de elite, tipo Betty Friedan, encheram a cabeça das mulheres, fazendo-as fantasiar carreiras empolgantes na cidade grande, mas que poucas delas poderiam ter esperança de um dia conseguir. Para cada mulher que hoje vive essa fantasia, há uma penca de outras mulheres registrando mercadorias na caixa de alguma grande rede varejista, ou fazendo um trabalho repetitivo de preenchimento de fichas em algum escritório cinzento. No Oriente, elas estão atendendo a nossas chamadas telefônicas ou executando tarefas monótonas na linha de montagem de alguma fábrica. A isso se dá nome de “progresso”. É provável que, para muitas dessas mulheres, melhor seria passarem mais tempo participando ativamente da vida dos filhos — mas elas já não têm a opção de ficar em casa.


O custo da civilização é a progressiva permuta com a própria existência vital. É a troca do real pelo artificial, pela fraude convincente, que a gente faz pela promessa de segurança e de barriga cheia. Sempre foi assim. A questão é: “Quando é que essa troca passa dos limites?”

No futuro que globalistas e feministas conceberam para eles mesmos, só umas poucas pessoas chegarão a fazer alguma coisa que valha a pena. Alguns serão cientistas, encarregados de desvendar os mistérios do universo. Alguns serão engenheiros, daqueles que concebem, projetam e resolvem problemas. Alguns farão parte de uma classe gestora privilegiada de financistas e de burocratas, responsável por tomar as decisões importantes em nome de todos os demais. São eles que estarão à frente de companhias e departamentos, e erguerão seus enormes leviatãs a partir de documentos legais e de sorrisos fingidos. Assim como hoje em dia, também haverá uma classe criativa glamorosa, encarregada do planejamento de nossos divertimentos sedentários. Haverá gladiadores e corridas de carruagens. Haverá encenações e gente de teatro, e haverá os mexericos da aldeia global.

Só que não dá para todo mundo ser cacique — e a maioria de nós ficará mesmo é com o papel de índio. Os produtos precisam de hordas de consumidores, vendedores, atendentes, balconistas, estoquistas, assistentes de prevenção de perdas, vigias noturnos. Qualquer um que esteja no lado esquerdo da curva de sino, qualquer um que faça a escolha errada na hora errada, qualquer um que não seja submetido a duras provas ou não se comporte com correção, qualquer um que não tenha sido “adequadamente socializado”, qualquer um que decline das opções erradas pelas razões corretas, acabará ganhando uma merreca para trabalhar feito um burro de carga. Como observa Matthew B. Crawford, até o chamado “trabalho de conhecimento” dos colarinhos brancos está “sujeito à rotinização e à degradação, a se seguir a mesma lógica que atingiu o setor industrial cem anos atrás, ou seja, os elementos cognitivos do trabalho são expropriados dos profissionais, aduzidos num sistema ou processo e, depois, restituídos a uma nova classe de trabalhadores — os funcionários — que substituem os profissionais”. Ter leitura e escrita de nível superior não significa que, para fazer o que você faz, seja necessária uma capacidade de raciocínio ou de solução de problemas graves muito maior que a necessária para ser um gerente do McDonald’s. Só vai poupá-lo da testa oleosa.

Só algumas centenas de anos atrás, muitos homens hoje destinados ao funcionalismo teriam aprendido um ofício com os pais e adquirido destreza nele, fosse a agricultura ou outro tipo de trabalho interessante do qual pudessem se orgulhar. Teriam sido membros valorosos de uma reduzida comunidade de pessoas, que se importariam se estavam vivas ou mortas. Alguns passariam a vida com grupos de homens, a bordo de alguma embarcação, mas a maioria estaria destinada a prover e a proteger suas famílias — seu pequeno clã pessoal. Era um acordo factível entre a vida de gangue e a vida em família. Algumas gerações atrás, esses homens teriam responsabilidades significativas, e seus atos teriam o potencial de causar estragos maiores que meramente ferir os sentimentos de alguém ou causar incômodo. Eles teriam razões prementes para se esforçar em serem bons em serem homens, mas também em serem bons homens. Não muito tempo atrás, esses homens teriam dignidade e honra.

No futuro concebido por globalistas e feministas, para a maioria dos homens só haverá mais funcionalismo e mais masturbação. Só haverá mais pedidos de desculpa, mais submissão, mais solicitações de permissão para serem homens. Só haverá mais exames, certificações, requisitos obrigatórios, processos de triagem, inquéritos pessoais, testes de personalidade e diagnósticos de caráter político. Só haverá mais medicação. Só haverá mais ocasiões de confiarem a sua secretária um frasco quentinho de sua própria urina. Haverá alongamentos matinais obrigatórios, e apresentações de segurança em vídeo, e folhas rubricadas para seu arquivo. Haverá mais capacetes, e óculos de proteção, e arneses, e uniformes alaranjados chamativos com tarjas refletivas. 

É inevitável que haja mais aconselhamentos e mais treinamentos de sensibilidade. Haverá mais empecilhos administrativos a superar, para quem quiser abrir o próprio negócio e pô-lo para funcionar. Haverá mais apólices de seguro obrigatórias. Não restam dúvidas de que haverá mais impostos. É provável que haja mais leis e políticas corporativas contra o assédio sexual, caracterizadas pela bizantinice, e ainda mais recursos graças aos quais tanto mulheres quanto grupos identitários privilegiados poderão acusá-los de conduta imprópria. Haverá mais rotinas microgeridas, e regulamentos mais insignificantes, e multas mais pesadas, e penalidades mais severas. Haverá mais meios deles se meterem em encrenca com a lei e mais meios da sociedade preservar suas doces ilusões, varrendo-os para debaixo do tapete. Em 2009, nos EUA, havia quase cinco vezes mais homens na condicional ou cumprindo pena nas prisões que na ativa em todas as Forças Armadas.


Esse é o nosso destino?

Se você for um bom rapaz e seguir as regras, se souber falar num tom passivo e inofensivo, se for capaz de convencer algum outro pobre paspalho inadvertido de que você está tomado de um desejo quase doentio de fornecer um serviço excepcional de atendimento ao consumidor ou de aumentar a eficiência operacional aperfeiçoando os processos internos e tornando mais efetiva a comunicação organizacional, se conseguir repetir babaquices estúpidas como essa sem cair na gargalhada, se seu histórico conferir e seu mijo cheirar bem — você poderá conseguir um E-M-P-R-E-G-O.

Quem sabe você não vira o sujeito que aplica o exame ou que autoriza a apólice de seguros? Quem sabe você não vira o sujeito que ajuda alguma corporação global desnaturada a fazer um dinheirinho? Quem sabe você não recebe um afago por ter tido a brilhante ideia de mandar uma penca de outros rapazes para o olho da rua, terceirizando os empregos entediantes deles e entregando para gente de outro lugar, disposta a trabalhar mais e ganhar menos? Seja lá o que você faça, não importa o que as pessoas comentem, não importa a quantas atividades de formação de equipa você compareça, nem quantos cartões de aniversário receba da secretária de não-sei-das-quantas, você saberá que é só uma unidade de trabalho, completamente substituível, no grande esquema das coisas.


Nenhuma burocracia pervasiva nem corporação global jamais cairão de amores por você. Elas contam com dotações orçamentárias para seus setores de relações públicas e com departamentos de recursos humanos para proteger os interesses e os lucros delas. Não há um “nós”. Não cabe a uma entidade legal se importar se você vive ou morre, nem se você é feliz.


Se você for um bom rapaz, se vestir com esmero, tiver um EM-PRE-GO e souber dizer a coisa certa, quem sabe não acaba convencendo uma garota legal a permitir que você dê a ela um bebê e ajude a custeá-lo? Mas se essa não for sua praia, você pode gastar seu dinheiro enchendo a caveira ou ocupar seu tempo no esforço de conseguir trepar com o primeiro traseiro que mexer com sua imaginação. Afinal de contas, nesta sociedade masturbatória de bonobos, o sexo é social. Você desfrutará do “direito” arduamente conquistado de se esfregar em qualquer coisa que o faça sentir-se bem — contanto que siga as regras.


Se você for um bom rapaz, pode se enroscar na segurança uterina de seu apartamentinho de condomínio em estilo soviete-nouveau, com seus trastes confortáveis, e desfrutar de suas indulgências meticulosas, sua dieta gourmet, sua cerveja exclusiva. Pode ocupar o tempo procurando se adestrar na arte de reduzir suas emissões de carbono, ou fazer sua parte indo de bicicleta para o trabalho, costurando displicentemente no meio de uma barragem de caminhões e de carros capazes de esmagá-lo por puro prazer. Quem sabe você não faça aulas e obtenha uma autorização, e, depois de outro funcionário confirmar que você é competente o bastante para merecer uma licença e a devida cobertura do seguro, não se habilite a fazer uma coisa fora do normal, tipo andar de moto? Quem sabe você não pague a alguém para deixá-lo disputar um jogo, ou participar de uma corrida, ou se meter num arnês de segurança e escalar pedras falsas? Caso contrário, nada impede que você assista a alguém fazer isso na TV.

Quem sabe você não fique revoltado com alguma iniquidade ou injustiça à toa e participe de uma resistência pacífica? Quem sabe você não se convença de que está fazendo a diferença quando marca com outras pessoas de se encontrarem em algum lugar para dirigir gritos enraivecidos contra uma gente que não está nem aí? Se preferir, pode entrar na internet e dar largas a sua fúria confusa, impotente e vangloriosa assumindo a identidade daquele casca-grossa anônimo que vive em algum blog ou fórum. Ou pode só tocar um foda-se e gastar todo o dinheiro em videogames que proporcionem a sensação vicária de enfrentar hordas carniceiras de “outros”, cheios de agressividade. Você pode ficar obcecado com o time de futebol de seus sonhos. E não podemos esquecer dos hobbies. Você pode arranjar uma atividade inútil e inofensiva para passar o tempo. Jardinagem, talvez. Você pode formar uma banda ou mexer com carros. Virar um cinéfilo. Você pode pintar estatuetas de guerreiros. Você pode até vestir uma fantasia e jogar RPG na modalidade live action.

Seja lá o que você faça, arrume um jeito de se manter ocupado. Não há nada de errado com essas coisas, todas elas são “divertidas”. E o que é “diversão”, se não dar uma masturbadinha em seu cérebro primitivo? Eu gosto de me “divertir”. Não há mal nenhum em se permitir um pouco de “diversão” — daí a gente chamar de “diversão”, em vez de alguma coisa extremamente grave, tipo “sobrevivência” ou “guerra”. Mas se isso é tudo, se sua vida se resume a sair à cata de “diversão”, será que é o bastante?

Será que este patamar de civilização — toda esta paz e esta fartura — vale o que estamos pagando?

Por quanto tempo os homens se satisfarão em reviver e reinventar os dramas conflituosos do passado por meio de livros, filmes e jogos, sem esperança de passar por qualquer conflito significativo em suas próprias vidas? Quando será que nos cansaremos de ouvir histórias de grandes homens há muito falecidos? Por quanto tempo os homens tolerarão esse estado de relativa desonra, sabendo que seus ancestrais eram mais fortes, mais resistentes, mais sabendo que essa força que herdaram continua viva neles, mas que seu próprio potencial para as virtudes masculinas, para a glória, para a honra, será desperdiçado? Já sabemos como era o Código dos Homens.

Será que viver uma vida de bonobos foi só o que nos restou?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sua inépcia não é obra do acaso PT. 1

Perambulando pela internet, numa plataforma de grande sucesso, mais uma vez fiquei decepcionado com nível de mediocridade e estupidez ao qual o "homem" comum atingiu atualmente, principalmente no quesito desenvolvimento físico.

Eu estava vendo um vídeo desse sujeito, Kulbila Agyarko Samuel

Físico melhor que 98% dos frequentadores de academias-baladas com acesso a suplementação "tópi". 
Aqui um vídeo:



Agora eu te pergunto, caro leitor, qual foi a primeira coisa que você pensou quando viu o desenvolvimento muscular que o sujeito adquiriu usando ferro velho enferrujado como peso?

a) genética é foda;

b) sorte por ter a opção "a";

c) situação fake;

d) méritos por esforço;

Se você é uma pessoa que escolheu uma das duas primeiras opções, SAIA JÁ DO MEU BLOG, ESSE LUGAR NÃO É PARA VOCÊ VAGABUNDO INÚTIL. Você não é bem vindo aqui, porque muito provavelmente quem pensa que corpos incríveis só são possíveis exclusivamente por uma "genética abençoada" imutável e caminhões de drogas, são pessoas medíocres, ridículas, imbecis, fracas e mongas. Duvida? Pois foi exatamente isso que eu constatei lendo os comentários das "pessoas" no vídeo que eu vi do negão ali de cima.

Invariavelmente, as pessoas que creditavam o sucesso do cara a "genética foda de negão" e drogas e se diziam "ectomorfos", eram as mais ridículas, com físicos igualmente toscos e dotados de uma cretinosidade explicita. A genética irá influenciar na medida de de quanto vc quer que ela influencie. Normalmente quem fala isso é fraco, preguiçoso e burro, ai todo resultado q alguém tenha é fruto não de esforço, mas da genética. Assim, quem diz isso se sente mais confortável na própria mediocridade por pensar q o fracasso pessoal é culpa de algo q foge do próprio controle.

Leia alguns comentários desses cretinos:

Genética + Veneno + Dieta restritiva = Shape razoável
treino é o que pouco importa quando se tem uma genética favorável, é triste mas é uma realidade, a gente vê vários manolos treinando por anos, se matando e se dedicando, treinando certinho, gastando com suplementos e alimentação e nunca vão ter o shape desse negão kkkkkk a natureza é foda;

 Os caras são muito intolerantes, sem genética não adianta porra nenhuma mesmo, não adianta chamar o cara de frango e se iludir, alguém acha que esse negao da foto tem uma dieta de ponta? Alguém acha que ele treina com equipamentos de ponta? Ele suplementa? Claro que não, por isso amigos genética faz 80% do processo e não adianta chorar, 1% dos que comentam aqui vão alcançar esse shape, e sem choro;

Também esses caras se respirar já tá ganhando músculo. Tem um amigo meu que a genética dele é muito foda .ele não treina não faz nada só joga futebol.o cara é trincado mais forte que muito cara que faz academia 


Kkk...e o pessoal acredita que eles treinam só com essas pedras. ...acorda moçada....

E tem muitos outros, mas 99% deles, em menor ou maior grau creditam a sucesso dele a uma genética foda. Como eu já disse muitas vezes aqui, e a ciência me suporta mais uma vez com as mais recentes descobertas da epigenética, mais importante do que os genes é o ambiente que você se propícia viver. É possível sim desenvolver um físico realmente respeitável por todos, apenas com força de vontade e uma mentalidade insana. Mas você precisa criar meios para que seu corpo se modifique, seja esses meios tanto físicos como mentais.

Como dá para perceber, o sujeito além de não treinar em uma academia "tópi" de ultima geração com uma infinidade de aparelhos e "profissionais" para auxilia-lo, sem uma dieta rica e "colorida" como as patycionistas gostam de receitar, e mesmo sem a quantidade absurda de proteínas que eu gosto de sugerir à pessoas que treinam, desenvolveu um corpo incrível. Fica evidente mais uma vez que mais importante que qualquer regra ou protocolo de treino, é o seu esforço e ambição em evoluir que vão fazer com que você saia do lamaçal da mediocridade, em qualquer esfera que seja. O corpo humano tem uma capacidade de adaptação impressionante e consegue superar qualquer adversidade, independente da "genética" que você tenha.

Energia e matéria estão tão intimamente ligados que é impossível dissociá-los, e a energia tem a capacidade de mudar a matéria, como sabemos. A força da nossa vontade é capaz de mudar o nossa constituição física, sem alterar nossa base genética. A nossa vitalidade tem a capacidade de alterar a pessoa que somos de uma maneira que não é possível ser prevista ou limitada. Essa é a mágica por trás do treino com pesos, pois transforma a matéria que somos por meio de vitalidade/vontade. Sabendo disso, e das descobertas que citei sobre epigenética que o meio ao qual estamos inseridos pode alterar quem somos, independente de qual seja o seu código genético inicial te dá a possibilidade de perceber e entender que o único limitador para o seu desenvolvimento é o limite da sua própria vontade.

Para se tornar uma espécie de "deus" no mundo comum, é necessário se dar condições mentais para tal

Lembrando mais uma vez, e seu nutrimento é mais importante que a genética com a qual você nasceu. E nutrimento não diz respeito só a alimentação, mas as condições as quais você está inserido, aos desafios que lhe são exigidos, e a vontade de vencer. Se tudo que te cerca, tudo que você pensa e faz não te desafia em nada, você será macio e fraco. Se sua vontade é mais forte que as dos outros, se você treina e vive em condições exigentes, você será forte em alguns aspectos ou em vários.

E isso é o determinante para existir exemplos como o de Kulbila, que mesmo treinando com coisas precárias e com uma nutrição ruim, ele pode se desenvolver de forma incrível, muito melhor que a maioria das pessoas que tem boas condições. O ambiente ao qual ele vive já exigia muito dele,e ele se forçou um passo a mais. Ele é um sujeito durão. E se um branco tivesse nas mesmas condições e intensidade de vontade os resultados seriam proporcionalmente iguais, porque só imbecis creditam todo a superação a genética.

Como é amplamente praguejado por ai, todos acham que pretos tem uma genética privilegiada para o ganho de massa e habilidades atléticas. Isso tudo não passa de "broscience" e pau molência dos desgraçados que acreditam nisso. A verdade é que a maioria dos pretos tem uma vida mais fisicamente ativa desde criança do que o homem branco de classe média comum. Logo, essa condição faz com que suas células sejam adaptáveis a isso sem que o código genético seja alterado, e essa nova condição poderá ser transmitida aos descendentes (como a epigenética explica) que tenderão a ter mais "habilidade" e assim sucessivamente. A genética abençoada por deuses como alguns pensam, é fruto de uma vida ativa que os antepassados tiveram e uma tendência desde a infância de se exigir mais fisicamente, seja por tradição ou por condições econômicas e de conforto adquirido desfavoráveis. Tudo isso é possível de ser alcançado por você, branquelo tetinha baconzitos se você tiver VONTADE suficiente. Se usar a sua energia para transformar o monte de merda que você é hoje em algo útil.

Quem já viu o THE KING jogando sabe que sua capacidade atlética é muito maior que os demais jogadoras. E isso não é fruto de genética dado ao acaso, mas sim de todo um ambiente favorável e muita força de vontade que propiciaram a ele ser tão diferenciado. 

Se você deseja ter um físico incrível crie meios onde um físico forte e duro seja necessário. Vai doer? Vai! Vai ser desconfortável? Vai! Mas infelizmente não tem atalhos. E se você não tem coragem de pagar esse preço, não pense de diminuir as vitórias alheias creditando como obra do acaso vai diminuir a sua mediocridade pq lá no fundo, você sabe que não vai. Você quer ser mais inteligente mas perde horas no "uatisápi" se imbecilizando o dia inteiro. Ai quando alguém inventa algo foda, passa numa faculdade fudida você diz que o cara nasceu para aquilo. Você quer ter filhos espertos, saudáveis e bonitos mas nutre eles na frente de uma tv vendo galinha pintadinha, dando comidas com calorias vazias em um ambiente caótico e barulhento. Ai não sabe pq o bastardo é burro e mogolóide e apanha todos os dias dos moleques mais fortes e descolados. É pq o nutrimento que você deu a ele foi ruim. Você é ruim. Não é obra do acaso não seu filho da puta!

Reflitam sobre isso e comecem a agir o quanto antes se quiserem ter uma vida mais gratificante e que tenha algum sentido.